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Geral

Policlínica acompanha alimentação de pacientes com doença que limita a ingestão de proteína

3 de outubro de 2018 Geral
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Da Redação

MANAUS – A Policlínica Codajás, no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, passou a contar, este mês, com um novo serviço: o atendimento nutricional a pacientes diagnosticados com fenilcetonúria. Trata-se de uma doença genética, causada pelo excesso de um aminoácido no organismo (fenilalanina), provocando lesão no cérebro. Os pacientes em tratamento precisam controlar a ingestão diária de proteína.

Segundo a diretora da Policlínica Codajás, Shaira Castro do Vale, 90% do tratamento dos pacientes com fenilcetonúria consiste em cuidados com a alimentação. A fenilcetonúria, disse ela, é uma das doenças que são diagnosticadas por meio do exame de triagem neonatal, conhecido como Teste do Pezinho. 

Atualmente, existem 27 pacientes de fenilcetonúria cadastrados na Policlínica. O diagnóstico é realizado na FHemoam, que é para onde a amostra de sangue colhida durante o Teste do Pezinho é enviada. Se o resultado for positivo, o paciente é encaminhado para iniciar o tratamento na unidade de saúde.

A responsável pelo acompanhamento nutricional dos pacientes de fenilcetonúria é a nutricionista Ana Alexandrina. Ela obteve a qualificação após treinamento realizando no Nupad (Núcleo de Ações e Pesquisas em Apoio Diagnóstico) da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “Esses pacientes precisam seguir uma alimentação diferenciada para o resto da vida. Por isso, a importância de um acompanhamento de um profissional de nutrição especializado para atendê-los. Por conta da doença, eles precisam controlar a ingestão de proteína diária. Daí a necessidade desse atendimento”, explica Alexandrina.

A nutricionista ressalta que o organismo do paciente com a doença não consegue processar o aminoácido chamado fenilalanina. O problema é que este aminoácido está presente em diversos tipos de proteínas. Sem conseguir processá-lo, o organismo acumula fenilalanina acima do permitido, causando complicações no cérebro.

Entre os alimentos que o paciente não pode ingerir estão carnes de qualquer tipo (boi, porco, carneiro, aves, peixe, linguiça, presunto, salsicha, salame e qualquer produto que os contenha, como salgados), grãos (feijão, ervilha, grão de bico, lentilha, soja, amendoim e qualquer produto que os contenha), leite e qualquer derivado (queijo, iogurte, coalhada, requeijão, doce de leite e qualquer produto que os contenha). 

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Assuntos alimentação, Policlínica Codajás, saúde
Redação 3 de outubro de 2018
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