
(Foto: Reprodução / Facebook)
Por Patrícia Borges, da Redação
MANAUS – Nem só de funk, forró e sertanejo vive a música brasileira, acredite! E para tentar mostrar um pouco da diversidade que há na produção musical do país apresentamos a nossa ‘Playlist’, uma série de resenhas sobre discos, singles, videoclipes e outros projetos musicais produzidos Brasil a fora.
Para começar mostraremos cinco produções já lançadas este ano que chamaram a atenção dos ouvidos mais atentos. Aprecie sem moderação!
‘Besta Fera’ de Jards Macalé
Após mais de 20 anos sem gravar um disco de inéditas, o cantor, compositor e também ator carioca Jards Macalé (autor de ‘Vapor Barato’) lança ‘Besta Fera’.
Com 12 faixas, o disco foi gravado em agosto de 2018 e produzido por um time de fortes nomes desta geração de produtores como Kiko Dinucci, Thomas Harres e Romulo Fróes. ‘Besta Fera’ conta também com as participações de Ava Rocha, na composição da faixa ‘Limite’, Tim Bernardes em ‘Buraco da Consolação’ e Juçara Marçal em ‘Peixe’.
A primeira música lançada, ‘Trevas’, é contemporaneidade pura, uma especialidade de Macalé, e remete à agonia vivida atualmente no Brasil.
Nesse sábado, 23, em São Paulo, Jards apresentou um show de lançamento no Auditório Ibirapuera. ‘Besta Fera’ é denso, singular e necessário
‘Universo Reflexo’ de Gustavito Amaral e Thiago Braz
Terceiro álbum de cantor e compositor mineiro Gustavito Amaral, a delicadeza e a calmaria de ‘Universo Reflexo’ fazem dele um disco tão grandioso quando ‘Só o Amor Constrói’ (2012) e ‘Quilombo Oriental’ (2015).
Lançado em fevereiro deste ano, o trabalho foi feito a quatro mãos em parceria com o também cantautor Thiago Braz, artista da mesma “linhagem” de Gustavito.
Com 7 faixas, o álbum foi produzido por Rafael Dutra e Gustavito e, segundo o artista, as delicadas composições mesclam música popular a elementos orientais e indígenas. (Ano passado ele esteve em comunidades indígenas da Amazônia brasileira).
As músicas trazem uma proposta muito interessante voltada à World Music. Um disco mais introspectivo e uma ótima opção de música para contemplar com atenção e calma.
‘Olha a água’ do Pelabera
Com a proposta de lançar um produto audiovisual por mês, o projeto Pelabera deu inícios aos trabalhos com o clipe de ‘Olha a água’, abordando a temática da migração de haitianos e venezuelanos em Manaus.
Formado por Jander Manauara (letra/voz), Denis L.d.O. (letra/voz/arte visual), Otto Bráu (DJ/sintetizadores), Laura Dulov (letra/voz/violão) e Matheus Crazy (vocais/MPD/audiovisual) o projeto mistura músicas de cunho social, clipes e painéis de grafite que refletem questões relevantes e atuais na cidade de Manaus e região Norte.
Segundo o rapper Jander Manauara, ‘Olha a água’ relata uma questão humanitária e pontua que somos todos imigrantes no mundo. ‘Filha do Rio Negro’ é a próxima produção a ser lançada e retrata a violência contra a mulher indígena.
‘Nada ficou no lugar’ homenagem à Adriana Calcanhotto
A cantora e compositora Adriana Calcanhotto teve parte de sua obra recriada no projeto ‘Nada ficou no lugar’, lançado pela Xirê e Sony Music, com idealização e curadoria de Andrea Franco e Zé Pedro.
Ao todo são 18 canções da artista em novas versões. Baco Exu do Blues, Alice Caymmi, ÀTTØØXXÁ, Letrux e Jonhy Hooker são apenas alguns dos intérpretes do projeto.
Em muitas das faixas há forte presença de sintetizadores e batidas eletrônicas. Desse estilo destacamos ‘Por que você faz cinema?’ com Rubel, ‘Esquadros’ com o paraense Jaloo e ‘Seu pensamento’ com Duda Beat. Nessa faixa, Duda Beat imprime muito bem sua marca, fazendo o que acredito ser uma das propostas do projeto.
Entre as versões mais orgânicas destacamos ‘Pelos Ares’ com a Illy, ‘Âmbar’ com Ava Rocha e ‘O amor me escolheu’ com Mãeana. Lançado em 3 Eps desde dezembro de 2018 até fevereiro deste ano, o projeto dividiu opiniões da crítica especializada.
Bixinho (Lux & Tróia Remix) de Duda Beat
Falando em Duda Beat, uma das revelações na música do ano passado, ela lançou na sexta-feira, 22, o clipe da música ‘Bixinho’ na versão remix.
A música, em sua versão original, é a terceira faixa de ‘Sinto Muito’ (2018) – álbum de estreia da artista (e cientista política) de Recife – e tem videoclipe de pegada bem romântica.
Já o clipe da versão remix, dirigido por Felipe Sassi, mostra o lado divertido da diva da ‘sofrência pop’ em uma historinha que combina bem com a batida dançante proposta na versão . Em 2 dias, Bixinho Remix tem mais de 100 mil visualizações.
