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Economia

Paulo Guedes quer apoio de movimentos civis para defender reformas

3 de março de 2020 Economia
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Paulo Guedes defende que beneficiados por incentivos devem passar a pagar mais impostos (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Da Folhapress

BRASÍLIA – Em uma tentativa de disparar na sociedade a discussão sobre a necessidade de aprovação de reformas econômicas, o ministro Paulo Guedes (Economia) convocou uma reunião para esta terça-feira, 3, com a presença de representantes de movimentos civis.

Entre os participantes confirmados, há membros do Vem pra Rua, MBL (Movimento Brasil Livre) e Organização Nacional dos Movimentos -grupos considerados apoiadores da política econômica de Jair Bolsonaro. Movimentos de esquerda, críticos às propostas de Guedes, não foram chamados.

O encontro ocorre duas semanas antes da data agendada para as manifestações em apoio a Bolsonaro. Embora parte dos convidados por Guedes apoie o movimento, auxiliares do ministro afirmam que não há conexão desses atos com a reunião.

Com a formatação da primeira etapa da reforma tributária praticamente pronta, o ministro que apresentar os principais argumentos do governo em defesa da reestruturação do sistema e as linhas gerais da proposta do Executivo.

Técnicos responsáveis pela elaboração da medida também estarão no encontro.

No meio de fevereiro, o ministro afirmou que apresentaria, em duas semanas, uma proposta de reforma tributária que unifica tributos e permite a participação dos estados. Esse prazo venceu e, diante do vai e vem recente das propostas do Executivo, membros da Pasta agora evitam cravar uma data para a apresentação do texto.

A primeira etapa da reforma vai trazer a unificação de Pis e Cofins, com a criação do chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado) Dual -que abrange tributos federais, mas permite a adesão de estados.

Outras alterações, como a reestruturação do Imposto de Renda, devem ficar para um segundo momento.

Embora defenda uma reforma neutra, que não amplie nem reduza a arrecadação de impostos, o governo reconhece que setores hoje beneficiados por incentivos devem passar a pagar mais após a mudança nas regras.

Essa característica cria um cenário diferente do observado no ano passado na reforma da Previdência.

Enquanto o ajuste de regra das aposentadorias atingia mais diretamente as pessoas, a reforma tributária tem resistência mais clara de setores da economia e alas do empresariado que já atuam contra as propostas e pressionam por benefícios.

Por isso, o ministro busca apoio da população, que poderia pressionar pela votação das novas regras no Congresso.

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Assuntos impostos federais, MBL, Paulo Guedes
Redação 3 de março de 2020
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