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Partidos tentarão se adaptar a qualquer cenário eleitoral no Amazonas em 2018

29 de outubro de 2017 @ zmanchete
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Por Henderson Martins, da Redação

MANAUS – Com a política em uma crise de credibilidade sem precedentes e a desconfiança do eleitorado em relação a candidatos gerada pela Operação Lava Jato, lideranças partidárias no Amazonas cogitam preparar candidatos para enfrentar qualquer cenário eleitoral. Partidos que tradicionalmente formam coligações apenas para eleição proporcional analisam candidaturas próprias ao Governo do Amazonas.

Para algumas legendas, a pretensão esbarra em um entrave interno: o domínio dos diretórios nacionais sobre os regionais. O presidente regional do PP, Francisco Garcia, diz que o momento é prematuro para falar em candidaturas, mas admite que a direção nacional tem muita influência nas regionais. “Hoje, não se sabe como deverão funcionar às alianças nacionais e até onde as regionais vão ser influenciadas. Qualquer depoimento dado agora não terá reflexo em abril (início do calendário eleitoral). Tivemos uma eleição intermediaria com nove candidatos ao governo e isso não vai acontecer nunca mais”, disse Garcia.

Rebecca Garcia, candidata do partido na eleição suplementar ao governo do Estado neste ano, ficou em terceiro lugar. Foi a primeira concorrência eleitoral de Rebecca sem a aliança com o senador Eduardo Braga (PMDB), da qual era aliada.

O presidente regional do PSDB, Mário Barros, disse que a legenda trabalha com objetivo de estar preparada para qualquer cenário. Mesmo com o presidente de honra, o prefeito de Manaus Arthur Neto, tenha lançado candidatura às prévias tucanas, Barros diz que é precipitado falar sobre candidaturas. “Nossa maior liderança, o prefeito Arthur Neto, colocou nome como candidato às previas no partido à Presidência da República. Esse é o primeiro cenário da legenda. Se isso não ocorrer, vamos pensar em outra hipótese política. Agora, os outros cenários virão naturalmente. O partido está trabalhando na capital e no interior para fortalecer as bases para que possamos ter um suporte político amplo para participar das eleições”, afirmou.

O secretário-geral do PSD, Paulo Radin, também concorda que o momento é incerto, mas que a decisão sobre candidaturas no Estado será tomada pelo presidente do partido, senador Omar Aziz. “Nesse momento, o partido está com uma postura de observar o cenário. Com o advento de um governo de uma eleição suplementar, uma situação política nova para o Amazonas e surpreendente para os modos vigentes que temos no país, o momento é de deixar estabilizar e verificar qual o cenário que se apresentará nos próximos dias. O PSD continuará seguindo orientação do senador Omar”, afirmou.

No PMDB, o secretário-geral Miguel Capobiango disse que o partido deverá fazer uma convenção nacional em novembro para, então, definir como o partido deverá se comportar nas próximas eleições. “Estamos preparando nossas bases, vamos verificar o número de filiados e analisar os nomes que devem ser colocados no pleito geral. A princípio, o partido está estudando o cenário político para ver como deverá se comportar. Ainda não temos nada definido sobre a eleição de 2018”, disse.

Maior liderança do partido no Estado, o senador Eduardo Braga vem sofrendo derrotas seguidas para o governo do Estado desde a eleição de 2014. Na eleição suplementar de agosto, ele perdeu em segundo turno para Amazonino Mendes (PDT).

Senado

Derrotado na eleição à Prefeitura de Manaus como candidato majoritário e na eleição suplementar ao Governo do Amazonas como vice de Eduardo Braga (PMDB, o presidente municipal do PR, Marcelo Ramos, disse que o partido deverá lançar uma chapa para disputar vagas de deputado estadual, federal, senador e com possibilidade de disputar o governo estadual. “Nós estamos preparando o PR para ter um chapa própria de deputados estaduais. O Alfredo Nascimento é candidato ao Senado. Nós temos que manter uma vaga de deputado federal e com a força que o partido tem, nós temos que participar do debate das eleições majoritárias”, disse.

Ramos disse que manterá o discurso de renovação. “Eu acredito que vamos ter mais uma chance de virar a página da história. Ainda acredito que a nova geração de políticos tem que ter um protagonismo na chapa majoritária. Se vai ser eu, se vai ser outro, do PR ou de outro partido, é uma discussão que vai ser tomada mais à frente. Mas essa é a minha opinião que vai ser debatida dentro do partido’, disse Ramos.

O PT também considera precipitado definir um cenário agora. A tendência no partido é se concentrar em cargos nos quais têm maior poder de eleição como a ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) e a Câmara dos Deputados. Quarto colocado na eleição suplementar ao governo do Amazonas, o deputado estadual José Ricardo pode ser a aposta do partido para uma vaga ao Senado.

Empolgação

Empolgado com a eleição de Amazonino Mendes para o Governo do Amazonas, o vice-presidente do Diretório Estadual do PDT, deputado estadual Adjuto Afonso, disse que o partido está bastante robusto e vai sim lançar candidatos em 2018 para disputar cargos de deputados estaduais, federais e governador. “Eu serei candidato, o Hissa Abrahão (deputado federal) vai ser candidato, o partido vai ter um chapa forte. Sobre o partido ter candidato ao Senado, vai depender do governador Amazonino Mendes. Certamente ele prefere ser candidato a reeleição. A nossa militância está muito empolgada, temos muitos filiados”, disse.

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Assuntos Amazonas, Amazonino Mendes, crise política, Eduardo Braga, eleição suplementar, Lava Jato, Omar Aziz
Cleber Oliveira 29 de outubro de 2017
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