
Por Mateus Maia e Cícero Cotrim, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta terça-feira (13) a oposição de usar “dinheiro sujo” para contratar influenciadores para divulgar desinformação. Haddad conversou com jornalistas na chegada ao ministério e reclamou de notícias falsas sobre a reforma tributária, de que a nova plataforma a ser lançada nesta terça começaria novas cobranças de impostos.
“Então esse tipo de ação delituosa da oposição não contribui. Ainda estão contratando com dinheiro sujo influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha com isso. É mentira”, afirmou o ministro.
Haddad também elogiou a atuação do Congresso Nacional até aqui, dizendo que este não votou sempre como o governo gostaria, mas que não deixou de decidir sobre os temas importantes do País. “Continuamos contando com o Congresso Nacional. O Congresso, do jeito dele, se debruçou sobre todas as iniciativas do Executivo. Ah, não votou como nós gostaríamos, mas é assim que funciona a democracia”, completou.
O ministro destacou os resultados do governo como desemprego, menor inflação, déficit mais transparente e outros dados macroeconômicos que indicariam, na avaliação de Haddad, um bom momento da economia.
Segundo ele, a Fazenda está cumprindo o que foi planejado ainda no fim de 2022. “Não existe fazer lição de casa. Existe um caminho que foi traçado no final de 2022 e nós estamos cumprindo rigorosamente”, disse.
Caso Master
Haddad também disse que fala diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso do Banco Master. Ele disse que apoia a autoridade monetária e classificou o caso como, possivelmente, a “maior fraude bancária” da história.
“Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, disse Haddad, durante conversa com jornalistas na portaria da Fazenda, em Brasília. “Eu já disse isso, é um trabalho muito robusto”.
O ministro relatou ter conversado com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, sobre o tema. Segundo Haddad, a reunião entre Galípolo, Vital e o relator no TCU da apuração sobre a liquidação do Master pelo BC, Jhonatan de Jesus, na segunda-feira, parece ter levado a uma convergência.
O ministro lembrou da importância do trabalho, citando que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é abastecido também por recursos de bancos públicos, pelo Banco do Brasil e Caixa.
O FGC vai honrar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoas físicas no Master, após a liquidação do banco.
