
Por Roberto Caminha Filho*
Sou obrigado a concordar com quase tudo que o grande treinador argentino, Alfio Basile, falou do Brasil para depreciar a sua Argentina. São dois times muito ruins. Naquele jogo, a diferença seria o Messi, um craque à altura dos Pelés argentinos, que vimos em nossas telinhas. O Messi solidarizou-se com seus Hermanos brasileiros.
“Perdemos para o pior Brasil dos últimos vinte anos. Eles fizeram dois gols e recuaram. Fala-se de Firmino, Willian, Phelipe Coutinho, Gabriel Jesus, Ewerton Cebolinha…são todos jogadores medíocres. Não estão à altura da história do Brasil’. (Alfio Basile, ex-técnico da Argentina, ao jornal O Clarin).
Há muito tempo não vejo uma declaração tão bem pensada, partindo de um desportista argentino. Ele colocou as duas seleções nos seus devidos lugares sem tentar enganar os dois povos. Estamos vendo os europeus com as lentes dos binóculos invertidas. Tentamos, tentamos, e conseguimos. Somos quase iguais às práticas que os europeus tanto treinaram para abandoná-las. Somos cintura dura, pernas finas, baixos, cruzamos sempre sobre as áreas povoadas por gigantes, não improvisamos, e a maior de todas as ausências, sentida primeiramente por Cruiyff, na Copa da África: Desaprendemos e abandonamos o drible. Somos um time igual a muitos outros e perfeitamente previsível em todas as suas jogadas. Por causa dessa mediocridade é que a CBF só faz amistosos com : Guatemala, Catar, El Salvador, Costa Rica e outras seleções de menor qualidade pelo ranking da FIFA.
Se eu fosse o Alfio Basile, acrescentaria mais alguns jogadores com forte carência técnica: Tite, Philipe Luiz, Richarlison, Alan, Paquetá, Fernandinho, Éder Militão, Fágner, Cássio, Alex Sandro, Weverton e o grande inventor do clássico: Miranda, o Pirulito. Quando o Marquinhos contundiu-se, o Profexô Tite, pediu a entrada do Miranda. O amador, estava no banco, sem as chuteiras. Fez charme e foi falar com o Profexô, que também deveria estar atento à falha, com as chuteiras nas mãos. Ficamos uns dois minutos sem o “Zózimo de Lama”. Dois minutos em um jogo contra a Argentina, em uma Copa, qualquer que seja a Copa, pelo motivo televisionado, é de uma falta de profissionalismo que não se vê mais nesse mundo de futebol altamente competitivo. Um descaso.
Vamos lá meu Brasil de Daniel Alves, Casemiro, Jesus, Arthur e uns tantos outros que se superam para nos encher de alegrias.
O dia 7 de junho de 2019, domingo, será determinante para alcançarmos o primeiro lugar do ranking sul americano da FIFA, vencendo a Seleção do Perú, que já goleamos há poucos dias. Vamos brigar pelo ranking do nosso continente, pois o ranking mundial já nem pensamos em tal proeza, cada vez mais distante.
Roberto Caminha Filho, economista e nacionalino, não se cansa do Brasil.
