
Informação e Opinião
Por Valmir Lima, do ATUAL
MANAUS – O bolsonarismo sempre usou a religião para engar o seu eleitorado. Uma das táticas é posar de “cristão fervoroso” para ganhar as pessoas humildes tementes a Deus. Mas no episódio da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a tropa em Brasília passou dos limites: inventaram que o condenado pelo STF foi preso por causa da convocação de uma vigília de oração. Essa informação é uma farsa.
A deputado Bia Kicis (PL-DF) chegou a dizer que a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva de Bolsonaro criminaliza a oração. A declaração é falsa e absurda. Não houve qualquer impedimento de realização da vigília.
O que o ministro Alexandre de Moraes decidiu foi retirar o ex-presidente da casa onde estava preso (prisão domiciliar) e levá-lo para a sede da Polícia Federal por segurança, porque havia risco de fuga do indivíduo condenado a 27 anos de prisão.
A prisão de Bolsonaro não foi motivada apenas pelo anúncio de realização da vigília, mas, e principalmente pela tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, que monitorava os movimentos do ex-presidente.
A vigília poderia, na opinião do ministro, servir de pano de fundo para uma fuga de Bolsonaro para a embaixada dos Estados Unidos, que fica próxima da residência dele.
Tanto não se proíbe a oração, como dizem os bolsonaristas, que na noite de sábado, os apoiadores e apoiadoras de Bolsonaro, sob a liderança do filho Flávio, realizaram a vigília convocada para aquela ocasião.
A prisão preventiva do ex-presidente foi recomendada pela Polícia Federal, responsável pela escolta de Bolsonaro na casa dele. Os policiais avaliaram que havia risco de fuga depois de constatarem que o preso tentara violar a tornozeleira.
A instrumentalização da fé tem sido uma constante da horda bolsonarista, que se agarra à religião para inventar todo tipo de mentira em busca da conquista do voto.

