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Expressão

O roubo institucionalizado e legalizado do ‘mercado’

7 de janeiro de 2025 Expressão
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tubarões do mercado
Imagem ilustrativa do “mercado” criada por inteligência artificial (Meta/WhatsApp)

OPINIÃO

MANAUS – O jornalismo de economia no Brasil mantém, desde o ano passado, o discurso falso de que o governo não fez o dever de casa, ou seja, não promoveu o ajuste fiscal do jeito que era necessário, e, por isso, a economia desce ladeira abaixo, com a alta da taxa de juros, aumento do dólar sobre o real e a volta da inflação.

Nesta terça-feira (7), o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, do jornal O Globo, apresentador e comentarista da rádio CBN, ao analisar o cenário econômico para 2025, comparado com o início de 2024, anuncia um ano de incertezas, e afirma ser resultado de “um governo pouco comprometido com o ajuste das contas públicas”. Diz o comentarista que, “se o governo tivesse feito um ajuste de contas mais rigoroso em 2024, entraria neste ano numa situação bem mais confortável”.

Sardenberg afirma que o governo não conseguiu reduzir as despesas da maneira necessária. “É um governo que tem a vocação de gastar e de impulsionar o crescimento via gasto público”. E completa: “A consequência nós vimos: o pacote fiscal foi recebido com muita desconfiança e provocou toda essa mudança nas expectativas”.

O que o comentarista da CBN não diz é quem recebeu o pacote fiscal com muita desconfiança. Foram os “tubarões do mercado”, as instituições bancárias, as grandes empresas, os fundos de pensão e os retistas, que aplicam dinheiro na bolsa de valores e ganham muito dinheiro com o aumento da taxa de juros.

Essas instituições e pessoas dominam a economia brasileira e sugam mais de 1/3 (um terço) do orçamento da União. Esse dinheiro é distribuído ao “mercado” como pagamento de juros e amortização da dívida pública. É aí que mora o problema.

Dados da ONG Auditoria Cidadã da Dívida mostram que em 2021, o Brasil pagou de juros e amortização da dívida R$ 1,9 trilhão (exatos R$ 1.960.823.058.735), o que significa R$ 5,4 bilhões por dia. Em 2022 foram R$ 1.879.468.134.500. Ou seja, R$ 5,1 bilhões por dia. Em 2023, R$ 1.886.806.401.536, ou R$ 5,2 bilhões por dia. Só para se ter ideia, em 2023, o orçamento da União foi de R$ 4,36 trilhões, dos quais R$ 1,88 trilhão foi destinado ao pagamento de juros da dívida ao “mercado”.

Apesar de parecer e de ser uma montanha de dinheiro quase inimaginável aos simples mortais, o “mercado” que o jornalista Sardemberg tanto defende, queria mais em 2024. Por isso, o governo tomou a iniciativa de promover o malfadado “ajuste fiscal”. O objetivo do ajuste é reduzir os gastos do governo para que sobre mais dinheiro para o pagamento da dívida pública.

A reação do mercado, pressionando para a elevação da taxa Selic e do dólar ocorre pela frustração com o resultado do ajuste fiscal, que só conseguiu uma economia de menos de R$ 70 bilhões (R$ 69,8 bilhões) para os próximos dois anos. O “mercado” considera o valor é irrisório, uma vez que eles mordem pouco mais de R$ 5 bilhões por dia. Os R$ 70 bilhões são suficientes para alimentar o mercado por apenas 14 dias. Se distribuído por 356 dias, representaria um aumento de R$ 191,7 milhões por dia, ou seja, um acréscimo de 0,27%.

O interessante é que o ajuste fiscal não toca no pagamento de juros e amortização da dívida. Toda a economia que a mídia, o “mercado” e os políticos de “direita” exigem do governo deve ser feita do corte de benefícios fiscais ou de investimentos que beneficiam a sociedade.

Nesta terça-feira, a Folha de S.Paulo estampa a seguinte manchete: “Governo federal reduz verba contra desastres naturais em meio à crise climática”. Diz que a verba destinada para esse fim no Orçamento de 2025 é de R$ 1,7 bilhão contra R$ 1,9 bilhão de 2024. A crítica da Folha é cínica, porque foi um dos veículos que mais pressionou o governo para que “cortasse” gastos para “alimentar” o “mercado” com mais dinheiro para pagamento de juros e amortização da dívida.

O problema do Brasil não é de escassez de receita, mas de falta de controle da dívida pública. Uma dívida que cresce ano a ano, mesmo com o pagamento de um volume assustador de dinheiro público. Quando Lula substituiu Jair Bolsonaro, o volume da dívida era de R$ 5,1 trilhões e fechou novembro passado a R$ 7,2 trilhões. (nesse período, o país pagou R$ 3,76 trilhões e a dívida cresceu R$ 2,1 trilhões).

Com a taxa Selic nas alturas (fechou o ano a 12,25%a.a.), a União gasta quase toda a montanha de dinheiro destinado ao pagamento da dívida publica com juros. Ou seja, quase R$ 1 trilhão por ano é gasto apenas para pagar juros. Para saciar o mercado, o governo recompra títulos da dívida vendidos e remunera novamente esse dinheiro, de acordo com a taxa Selic, a inflação ou o dólar. Portanto, manter a Selic e o dólar altos é o melhor dos mundos para o “mercado”.

Dessa forma, o Brasil vai torrando o dinheiro fruto do trabalho de todos os brasileiros com as instituições financeiras (bancos, que detêm 28,4% do estoque da dívida), fundos de pensão (23,7%), fundos de investimento (22,1%) e investidores internacionais (11,2%). Há outros, mas esses grupos são os maiores beneficiados.

É a roubalheira institucionalizada e legalizada que alimenta o “mercado”, sem qualquer controle. O mais absurdo é o silêncio ensurdecedor da mídia brasileira com esse problema que afeta a todos. A ONG Auditoria Cidadã da Dívida fica falando sozinha ao propor uma auditoria da dívida, que nenhum governo e nenhum político quer discutir.

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Assuntos Amazonas, Divida Pública, economia, governo lula, Mercado, Roubo, taxa selic
Valmir Lima 7 de janeiro de 2025
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