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COP 30

Noruega anuncia maior volume de recursos para fundo das florestas

7 de novembro de 2025 COP 30
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Andreas Bjelland Eriksen diz que fundo para preservar florestas é necessário (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
Andreas Bjelland Eriksen diz que fundo para preservar florestas é necessário (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
Pedro Rafael Vilela, da Agência Brasil

BELÉM – O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), lançado oficialmente nesta quinta-feira (6) na Cúpula do Clima, em Belém, receberá investimentos de US$ 3 bilhões por parte do governo da Noruega nos próximos 10 anos.Trata-se do maior aporte individual anunciado até agora por um único país ao novo mecanismo, elevando para cerca de US$ 5,5 bilhões os investimentos prometidos.

A proposta do fundo, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões dos países e alavancar US$ 125 bilhões com o capital privado.

“Existe um risco para todos os países em não investir no TFFF. Um dos maiores riscos que enfrentamos hoje é o desaparecimento das florestas tropicais diante de nossos olhos, e isso não é algo que tenha consequências apenas para o Brasil”, afirmou Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. 

Em entrevista coletiva para anunciar o apoio, ele estava acompanhado dos idealizadores do mecanismo, os ministros brasileiros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima).

“Mesmo para um país como a Noruega, um país frio, no extremo norte do mundo, distante das florestas tropicais, somos todos interdependentes na gestão desse risco e na garantia de que as florestas tropicais não sejam destruídas nas próximas décadas. Portanto, do nosso ponto de vista, o risco associado ao modelo é gerenciável, considerando o trabalho que será desenvolvido daqui em diante”, disse. 

Após questionamento sobre o grau de risco desse investimento, o norueguês enfatizou que talvez exista um risco ainda maior em não participar do TFFF daqui para frente. 

A ideia é de que o fundo arrecade recursos para aplicar em projetos de países que possuem florestas tropicais em seus territórios, que somam pouco mais de 70 nações em diferentes continentes. Pelo menos 20% do montante será destinado a comunidades tradicionais, como povos indígenas. 

Em troca, esses investidores receberão retornos financeiros advindos da aplicação. O Banco Mundial é a instituição que fará o gerenciamento operacional desse fundo.

“Quanto ao risco, acho que podemos dizer muito pouco. Mas podemos dizer muito quanto ao ganho, porque é um recurso que, sendo aportado, ele terá garantia de retorno, porque ele opera num sistema muito seguro, que são os títulos triplo A”, afirmou a ministra Marina Silva, mencionando a classificação de risco financeiro deste tipo de investimento, considerado baixo pelos padrões internacionais.

Ela também destacou outra vantagem do ponto de vista ambiental, pelo fato de que ao proteger a floresta, se evita a emissão de CO2. 

“Ao evitar emissão de CO2, você está contribuindo para o equilíbrio climático do planeta, além do mais, está protegendo a biodiversidade, está contribuindo para a proteção e respeito dos modos de vida das comunidades indígenas e vem ao encontro de uma demanda dos países desenvolvidos, que sempre nos diziam para os países em desenvolvimento que não seria suficiente apelar para o recurso público”, acrescentou Marina Silva.

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Assuntos Amazônia, COP30, florestas, Noruega
Cleber Oliveira 7 de novembro de 2025
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