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Política

‘Ninguém diga o que temos que fazer’, afirma Lula ao defender soberania brasileira

18 de novembro de 2025 Política
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Lula na inauguração de ponte no Pará: defesa da soberania (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Lula na inauguração de ponte no Pará: defesa da soberania (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Por Gabriel Hirabahasi, do Estadão Conteúdo

BELÉM – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Brasil não aceita que “ninguém diga o que temos que fazer”, seja os Estados Unidos, a Rússia, a China ou qualquer outro país. “Somos um país pobre, não tão pobre, mas não aceitamos que ninguém, nem russo, nem chinês, americano ou francês, diga o que temos que fazer. Nós é que decidimos o que vamos fazer”, afirmou.

O discurso de defesa da soberania brasileira ocorre com a narrativa adotada nos últimos meses pelo governo federal e ocorreu durante a inauguração de uma ponte que liga os municípios de Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA). Lula disse ter “caráter” e “dignidade” da educação de sua mãe.

O presidente rebateu críticas sobre sua idade. Em 27 de outubro, ele completou 80 anos. Se for reeleito no ano que vem, ampliará o recorde de presidente mais velho a tomar posse no Brasil, que é dele próprio.

“Tem pessoas que falam: ‘O Lula está velho’. Eles não sabem de uma coisa. O fato de o mundo ser redondo, a Terra girar e os anos passarem não significa que você fica velho. O que é novo em mim é a minha motivação, é a causa que tenho por esse país”, declarou o presidente.

Sem citar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e seus aliados, mas chamando-os de “tranqueiras”, Lula disse que eles “não voltarão mais a governar esse país”. “Aquelas tranqueiras que governaram esse País não voltarão mais a governar esse país. Vai ter eleição limpa e democrática, todo mundo vai participar, não vai ter guarda rodoviário proibindo eleitor de votar, não vai ter denúncia de urna falsa”, afirmou.

Obras

Lula disse também que o Brasil “sempre pagou um preço muito caro pela irresponsabilidade” de gestores públicos que não quiseram dar andamento às obras de seus antecessores que eram opositores.

“Esse país sempre pagou um preço muito caro pela irresponsabilidade de prefeitos que não querem fazer a obra de outro prefeito, de governador que não quer fazer a obra do outro governador e de presidente que não quer fazer a obra do outro presidente. Enquanto a ignorância permeia na cabeça dos dirigentes, quem paga o pato é o povo brasileiro, que não recebe os benefícios que precisava receber”, disse o presidente.

Lula citou 3 mil escolas e creches que, segundo ele, o governo de Jair Bolsonaro não quis entregar. Também falou de 87 mil moradias que ficaram incompletas nas gestões passadas. Lula disse que “não houve, em nenhum momento da história do Brasil, tanta obra de infraestrutura como agora”.

“Em muito tempo, esse país não fez obras em infraestrutura. Por isso que em 2007, no meu segundo mandato, criei o PAC. Trabalhei o ano de 2006 preparando um projeto das obras mais importantes. Fizemos os maiores investimentos em infraestrutura que esse País já conheceu”, declarou.

O presidente citou os principais projetos deste terceiro ano de mandato: o novo Vale-Gás, a isenção da conta de energia para os mais pobres e a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. Disse que, apesar disso, “tem muita gente que não gosta de mim, e não faço questão que gostem”.

“Até o crédito agrícola, para muita gente do agronegócio que não gosta do Lula e do PT, é o maior plano da agricultura já feito nesse País. E não me importa se a pessoa gosta ou não de mim. Eu não quero casar com eles. O que me importa é que, se ele produz para o bem do País, terá a ajuda necessária. Não fui eleito para governar para os amigos”, declarou.

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Assuntos Luiz Inácio Lula da Silva, Pará, soberania
Cleber Oliveira 18 de novembro de 2025
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