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Enock Nascimento

Não há vacas suficientes

4 de maio de 2017 Enock Nascimento
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Em muitos lugares do mundo, para haver um casamento, um noivo precisa pagar um dote para a família da noiva.

Naquela ilha, um presente considerado ideal e aceitável era ofertar uma vaca. Havia relatos de esbanjadores que deram duas, três vacas. No caso das mulheres mais formosas, virtuosas e com muitos pretendentes chegou a ser necessário entregar até cinco vacas.

Aquela tradição era muito importante para a comunidade, tanto que havia uma velhinha viúva que gostava de receber tratamento especial ou encerrar discussões, gabando-se que o seu dote teria sido de seis vacas. Mas a maioria dos moradores duvidava dessa afirmação, pois tal quantidade era um evidente exagero.

Se fossem as mulheres que pagassem os dotes, havia um rapaz que certamente arrecadaria algumas vacas. Com reputação de sábio, trabalhador e nada “mão de vaca”, ele era tão disputado que nenhuma moça aceitava qualquer proposta de casamento enquanto o bonitão continuasse solteiro e disponível. E olha que alguns jovens fizeram “vaquinha” e chegaram a oferecer a exorbitância de três vacas.

As apostas eram que uma das três beldades do lugar seria a escolhida e que a prenda chegaria ao estratosférico número de cinco vacas. Por isso, foi um grande escândalo quando se soube quem era a eleita. Uma garota considerada sem graça, tímida, que andava sempre de cabeça baixa e que o povo achava que nunca iria se casar.

O choque foi ainda maior quando souberam o valor do regalo combinado: uma dezena de vacas. Sim, dez vacas! O valor era tão absurdo que houve quem sugerisse uma investigação, uma Operação Lava Gado. Exigiam que o conselho de anciãos cancelasse aquele acordo porque era visível que o rapaz tinha sido enganado pelo futuro sogro.

E não eram apenas as famílias das moças as revoltadas. Os jovens ficaram preocupados: se aquela menina sem graça tinha recebido dez vacas, qual passaria a ser o valor do dote exigido pelas demais? Para evitar maiores distúrbios, após o casamento o novo casal foi morar numa ilha distante do vilarejo.

Algum tempo depois, os moradores receberam um convite para uma festa promovida pelo casal. Ninguém faltou. Para o desespero das invejosas, o par parecia feliz, o evento estava impecável e o pior: a moça estava linda, deslumbrante e ainda discursou com eloquência.

A todos que perguntavam sobre tamanha transformação, o rapaz apenas respondia: “A partir do dia em que soube do valor do dote, ela passou a pensar, sentir e agir como uma mulher que vale dez vacas”.

A história acima explica o conceito da profecia autorrealizável, assim definida pelos psicólogos americanos Robert Rosenthal e Lenore Jacobson: “Alguém profetiza um evento, e a expectativa do evento muda o comportamento de quem fez a profecia de tal modo que torna a profecia mais provável”. Se clientes acreditarem que um banco vai falir, os saques simultâneos provocarão a falência da instituição.

E não é apenas nas crises econômicas que podemos perceber como a expectativa de uma pessoa a respeito do comportamento de outra pode contribuir para que essa última se comporte de acordo com o que se espera dela.

Caso do namorado que acha que vai ser abandonado pela namorada e começa a agir de tal modo que faz com que a amada decida terminar o relacionamento. Ou a garota que acha que ninguém nunca vai gostar dela e acaba adotando atitudes que a tornam detestável.

Há vários estudos sobre o conceito da profecia autorrealizável demonstrando como a expectativa dos professores afeta o desempenho dos alunos, assim como a de chefes em relação aos seus subordinados.

O esporte também está repleto de profecias autorrealizáveis. Uma das mais interessantes e recentes envolve o jogador do Palmeiras, Felipe Melo.  Logo na sua primeira entrevista, em janeiro, ele quis justificar seu salário de vaca premiada e sua fama taurina e decretou: “Se tiver que dar tapa na cara de uruguaio, vou dar”.

A entrevista causou muita repercussão. Especialmente no Uruguai. Na semana passada, quando o Palmeiras venceu, de virada, o Peñarol por 3 a 2, eliminando o time uruguaio da Libertadores, os atletas rivais agiram como manada descontrolada e partiram para cima do brasileiro. Para se defender, Felipe Melo teve que dar tapa e soco na cara dos uruguaios.  E assim se cumpriu uma profecia cujos rumos ele próprio acabou influenciando.

Cuidado com o que profetizam para você. Aceitar bovinamente ser desvalorizado e mais um do rebanho é se autocondenar a uma vida de gado.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Copa Libertadores, enock nascimento, Felipe Melo, Lava Jato
Cleber Oliveira 4 de maio de 2017
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1 Comment
  • Renato Mendes Freitas disse:
    4 de maio de 2017 às 20:45

    Excelente texto que nos leva a reflexão da importância da autoestima e do autoconhecimento que determina a história de cada um de nós!!!

    Responder

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