O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Na Amazônia, crime organizado é o principal empregador, diz especialista

15 de fevereiro de 2025 Dia a Dia
Compartilhar
Combustíveis
Crime organizado avança sobre comércio de combustíveis (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Por Roberta Jansen, do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Novo estudo divulgado na quinta-feira (13) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que o crime organizado no Brasil movimenta mais dinheiro com a venda irregular de combustível, ouro, cigarro e álcool do que com o tráfico de cocaína.

A expansão de atividades criminosas para setores formais da economia é responsável por perdas fiscais na casa dos bilhões de reais pela ampliação do poder político dos criminosos, sobretudo nas áreas onde o poder público é pouco presente.

Conforme a pesquisa Rastreamento de Produtos e Enfrentamento ao Crime Organizado no Brasil, as facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) movimentaram R$ 146,8 bilhões em 2022 com a comercialização de combustível, ouro, cigarros e bebida. A movimentação financeira do tráfico de cocaína no mesmo período foi estimada em R$ 15 bilhões.

Em entrevista ao Estadão, o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, diz que o avanço é preocupante e pode levar a um processo de “mexicanização” do país. “No México, o principal empregador é o crime organizado”, afirma. “O Brasil ainda está longe disso, mas, em algumas regiões, como a Amazônia, isso já acontece.”

Qual era o principal objetivo desse novo estudo?

Renato Sérgio – Queríamos estimar o tamanho da contaminação do mercados lícitos pelo crime organizado. Desta vez, selecionamos quatro mercados: combustível, tabaco, bebida e ouro. Mas sabemos que há muitos outros. Numa pesquisa que fizemos ano passado, listamos 22 mercados transnacionais com a presença do crime organizado.

Mudou o perfil do crime organizado?

Renato Sérgio – Sim, a violência mais generalizada que tínhamos em 2017 cede lugar para uma criminalidade focada em estruturas críticas da economia formal, como portos e aeroportos. E cresceram muito também as fraudes virtuais.

O tráfico de drogas perdeu importância?

Renato Sérgio – Não. Os mercados lícitos começaram a ser explorados inicialmente para lavar o dinheiro da droga, mas acabaram gerando receita tão grande que a droga deixou de ser o negócio mais rentável, ainda que não tenha deixado de ser o principal. O tráfico de drogas é fundamental porque permite manter o poder bélico e o controle territorial. Sobretudo, o tráfico mantem o controle das rotas de comércio ilegal na Amazônia e no Mato Grosso do Sul. E a cocaína ainda é muito rentável. Na fronteira do Brasil, um quilo de cocaína pura custa US$ 1 mil. Na Europa, o mesmo quilo chega valendo US$ 52 mil.

Garimpo em rio da Amazônia: atividade compromete cursos de d'água na região (Foto: PF/Divulgação)
Garimpo em rio da Amazônia: domínio do crime organizado na exploração de ouro (Foto: PF/Divulgação)

Como o crime organizado atua nesses mercados lícitos?

Renato Sérgio – No caso de cigarros e bebidas alcoólicas, em geral esses produtos são comercializados nas comunidades e nas periferias. O combustível é diferente. O crime organizado já detém postos de gasolina e até usinas de etanol, dominando toda a cadeia produtiva e adentrando também os bairros nobres. As facções e as milícias fazem contrabando e também adulteram combustível (neste mês, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a denúncia de que mais de mil postos pelo País estariam sob controle do crime organizado).

Como o senhor analisa esse avanço?

Renato Sérgio – O crime organizado vai ocupando o mercado formal, lucrando como nunca e impondo sua vontade não mais apenas nos territórios controlados. Toma conta da economia formal, como acontece no México, onde o crime organizado já é o principal empregador do País. Isso já acontece na Amazônia. De acordo com nossos estudos, já dá pra dizer que o crime organizado é o principal empregador, sobretudo na pesca. Já passou a ser o motor da economia formal.

Quais são as implicações disso?

Renato Sérgio – Perdemos competitividade. O país deixa de arrecadar impostos. O dinheiro não arrecadado é muito superior ao nosso déficit fiscal. Não precisaríamos estar debatendo o déficit público, por exemplo, se não houvesse o problema.

O Brasil está a caminho de se tornar o México?

Renato Sérgio – Não, acho que o Brasil ainda tem tempo de reverter a situação. São duas grandes organizações criminosas, o PCC e CV, que já têm características de organizações mafiosas, dominando produção, distribuição e comércio. Dominam toda a cadeia produtiva e apresentam alto risco de contaminação da economia. Na Amazônia, como disse, já têm o controle territorial, sobre a população e as instituições. Já há muita dificuldade de articular um sistema integrado de segurança, com união, estados, municípios e policias. O Brasil está longe de ser o México, mas está longe também de ter um cenário tranquilo. Temos capacidade de reverter esse cenário, mas para fazer isso é preciso unir a dimensão econômica à da segurança pública. Melhorar a nossa capacidade investigativa, punir responsáveis, rastrear dinheiro.

Por que, então, há meses discutimos o déficit público, mas não levamos em conta a questão do crime organizado? Por que isso não está em nossa agenda?

Renato Sérgio – Essa é uma característica comum no Brasil. A sonegação é um problema, a falta de arrecadação é um problema, o crime organizado, outro, o tráfico de drogas… Mas, na verdade, é tudo um problema só, para o qual precisaríamos olhar de forma coordenada ou não conseguiremos vencê-lo. Para enfrentá-lo precisamos também do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central, da Receita Federal, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), por exemplo, que não são instituições de segurança pública. Mas o BC tá ocupado com os juros, com a política monetária, e assim por diante. Considero esse debate um dos mais importantes par ao futuro do Brasil.

Notícias relacionadas

STF derruba restrição a compra de veículos por pessoas com deficiência

Pai é condenado a 16 anos de prisão por estupro da própria filha

Juíza rejeita pedido sobre dívida de aluguel com base em protocolo de gênero

Inmet alerta sobre efeito ‘muito forte’ do El Niño no Norte e Sul

Projeto sobre novos cargos na Saúde municipal inclui instrutor de dança

Assuntos Amazônia, crime organizado, destaque, garimpo ilegal, tráfico de drogas
Cleber Oliveira 15 de fevereiro de 2025
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Protocolo de Gênero do CNJ amparou decisão judicial em Manaus (Imagem ilustrativa gerada por IA/Google)
Dia a Dia

Juíza rejeita pedido sobre dívida de aluguel com base em protocolo de gênero

3 de agosto de 2026
Orla do São Raimundo na seca em outubro de 2024 (Foto: Feifiane Ramos/ AM Atual)
Dia a Dia

Inmet alerta sobre efeito ‘muito forte’ do El Niño no Norte e Sul

3 de agosto de 2026
Anvisa afirma que repelentes são eficazes para proteger contra mosquito da dengue (Imagem: YouTube/Reprodução)
Dia a Dia

Anvisa proíbe venda de três repelentes de insetos

3 de agosto de 2026
De acordo com o governo, 6.422 vagas serão destinadas ao cargo de professor (Foto: Divulgação)
Dia a Dia

Governo anuncia concurso na Educação com 7.862 vagas para Manaus e interior

3 de agosto de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?