
O início do ano de 2022 foi bastante promissor para o mercado de ações, mas especialistas alertam para subidas e descidas num ano que aparenta ser extremamente volátil.
Tornar o mercado o mais estável possível
O mercado volátil é o maior inimigo para a maior parte dos investidores, pois torna-se demasiado imprevisível para passar confiança nos investimentos. Dado este contexto, vai-se tornando cada vez mais comum o price action onde os investidores basicamente acompanham os movimentos de cada um e acabam por criar uma certa estabilidade.
A estratégia de price action pode ser lucrativa para alguns investidores, desde que acompanhem as tendências nos momentos certos, conseguindo “apanhar o barco” a tempo. No fundo, a ideia de seguir uma estratégia de price action não é necessariamente ser o primeiro a identificar tendências (pois isso traz demasiado risco) mas sim acompanhá-la a tempo de ser lucrativa.
Tendências para 2022
Apesar desta estratégia estar cada vez mais popular, há investidores experientes que se atrevem a apresentar a opinião deles no que toca às tendências para o ano de 2022. As principais tendências apontadas são:
Tecnologia – é mais do que sabido o papel que a tecnologia tem na nossa vida diária, assim muitos investidores experientes consideram que empresas deste setor serão certamente uma tendência de investimento durante este ano pois dedicam biliões de Reais em investigação e desenvolvimento e estarão certamente próximos da próxima inovação;
Carros elétricos – com o avanço da guerra europeia contra o etanol e combustíveis fósseis para veículos é expectável que empresas que produzem carros elétricos – como a Tesla – ganhem valor durante este ano e captem a atenção do mercado no geral;
Fármacos – este setor valorizou imenso nos últimos anos devido à pandemia da Covid-19 e para alguns especialistas o facto da pandemia não ter fim à vista é provável que estas empresas continuem a faturar e a valorizar nos próximos tempos.
Atualmente, o mercado é bastante focado em empresas conceituadas pois são elas que na maior parte das vezes apresentam menor risco para os investidores. Empresas como a Apple e Microsoft no setor tecnológico, a Tesla e a Nio no setor dos carros elétricos e a Pfizer a Janssen no setor fármaco são das empresas que maior crescimento prometem ter durante este ano, apesar da volatilidade do mercado.
Seguir tendências
Como referido anteriormente, a forma mais acessível de um investidor acompanhar as tendências do mercado durante este ano é através de uma estratégia de price action pois assim ele conseguirá acompanhar os movimentos de outros investidores, reduzindo o seu risco.
Investidores experientes olham para esta estratégia com bons olhos mas admitem que se seguido em demasia pode levar a falhas no mercado livre, pois as pessoas vão acabar por direcionar seus investimentos todos para o mesmo sentido.
Para além das tendências óbvias, há que ter em atenção fatores extra mercado como eleições, crises de cadeias de fornecimento, impactos ambientais entre outros que podem ter uma influência positiva ou negativa nas mexidas do mercado.
Conclusão
O ano acabou de começar, mas já promete ser emocionante no que toca às mexidas dos mercados, seja por valorizações e desvalorizações de moedas e do crescimento das economias na recuperação do impacto da pandemia podemos esperar uma volatilidade não muito vista nos últimos tempos.
Uma forma de investidores minimizarem o risco e de algum jeito criar um mercado estável é seguir uma estratégia de price action, que passa por imitar os movimentos de outros investidores, criando mexidas em massa nas ações que acabam por estabilizar o mercado.
Numa altura em que os “tubarões” ficam com tudo, as apostas mais seguras dos especialistas passam por empresas em setores de “tendência” que estão bem estabelecidas e são reconhecidas por sua investigação e desenvolvimento.
Com o fim do primeiro mês do ano se aproximando, existe muita expectativa para perceber como o resto do ano vai correr, contudo os especialistas são unânimes: será um ano cheio de volatilidade e com ele oportunidades, mas risco acrescido.
