
Do ATUAL
MANAUS — Familiares do borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 38 anos, se reuniram na manhã desta segunda-feira (29) em frente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona leste de Manaus, para cobrar justiça pelo assassinato da vítima. A família afirma que o homicídio foi premeditado e defende que o suspeito do crime permaneça preso.
O assassinato ocorreu na manhã do dia 25 de dezembro, após uma confusão envolvendo uma briga entre o borracheiro e o irmão mais velho. O suspeito de ter matado Sidney, o empresário Diogo Marcel Dill, de 34 anos, interveio e desferiu golpes de faca. No dia anterior, o suspeito já teria se irritado com Sidney por ele ouvir um louvor gospel em som alto na borracharia.
A mãe de Sidney, Rosilda Maria, contestou a versão apresentada pela defesa do empresário, que alega legítima defesa no homicídio. Ela afirmou que o filho não tinha histórico criminal e que foi morto “por nada”. Para Rosilda, não há justificativa para o crime.
Segundo os familiares, Diogo provocou a vítima antes do crime. De acordo com a mãe e uma prima de Sidney, que preferiu não se identificar, o empresário teria gravado um vídeo momentos antes, instigando uma reação e afirmando estar armado com facas, o que, para a família, comprova a intenção prévia de matar.
“Ele premeditou o assassinato do meu primo. Ele mesmo grava um vídeo dizendo que estava com duas facas esperando. Ele chamou, instigou, provocou para depois alegar legítima defesa”, afirmou a prima de Sidney. “No final do vídeo, ele desce para a beira da rua e mexe com o meu primo para ele ir pra cima dele. Mas meu primo não saiu da frente da casa dele. Ele já estava armado, esperando.”, acrescentou a mulher.
A família reconhece que houve a confusão familiar anterior envolvendo Sidney, registrada em vídeo, mas afirma que a situação já estava controlada e não justificaria a intervenção violenta do suspeito. Eles sustentam que o empresário teria se aproveitado do momento de tensão para provocar a vítima e criar uma situação que depois fosse alegada como legítima defesa.
Além de pedir a manutenção da prisão, os familiares destacaram o impacto da morte de Sidney, que deixou três filhos órfãos. “Ele era um pai de família, trabalhador, que sustentava a casa. O que a gente quer é justiça”, reforçou a mãe.
O empresário Diogo Marcel Dill se apresentou voluntariamente à DEHS no domingo (28), acompanhado de um advogado, após ter a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça do Amazonas. A defesa afirma que ele agiu para se proteger durante “uma agressão injusta” e nega intenção de matar.
A Polícia Civil está investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
