
Do ATUAL
MANAUS – O secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, que particiou em Manaus de evento para conhecer o trabalho da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) elogiou o desempenho do município no atendimento de saúde básica (atenção primária) e disse que a experiência deve ser levada para todo o país.
“Manaus tem sido exemplo não só por perseguir cada um desses fundamentos, mas pela disposição de mantê-los, o que é mais difícil”, disse ele, referindo-se aos quatro fundamentos definidos pelo Ministério da Saúde como critérios de avaliação.
O evento de apresentação dos resultados do trabalho da Semsa foi realizado na sexta-feira, no auditório da Assembleia Legislativa, com a participação do prefeito David Almeida e da secretária da Semsa, Shádia Fraxe. O prefeito destacou que a saúde básica de Manaus aparece em primeiro lugar no ranking do Ministério da Saúde entre as capitais e metrópolis.
“Lembro que quando a gestão iniciou no ápice da pandemia, nós, junto com a Shádia e o prefeito, unimos nossas forças com o estado também para as ações de enfrentamento da Covid-19, e o embrião desse primeiro lugar foi iniciado, com toda a gestão da prefeitura. Conseguimos alocar os médicos e com isso fazer essa atenção primária maravilhosa, exitosa que Manaus tem e é importante mostrar isso para todo o Brasil, e nós vamos fazer isso no Ministério da Saúde”, afirmou Raphael Câmara.
Desde o último quadrimestre de 2021, Manaus sustenta o melhor resultado do programa “Previne Brasil”, no ranking do Ministério da Saúde.
Neste ano, Manaus também mostra resultados significativos, com aumento nas coberturas vacinais de Poliomielite e Pentavalente, que saltaram de 35% em 2021 para 66% em 2022, com meta de 95% para cada ano. Também houve alta de 35,12% da população, estimada em 237.966 pessoas, identificada com hipertensão na capital e expansão de 88% de exames para sífilis e HIV realizados por gestantes no primeiro quadrimestre deste ano.
Nos primeiros quatro meses deste ano, Manaus possuía exatos 1.654.397 cadastros vinculados Atenção Primária à Saúde e 1.120 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), além de 214 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e mais de 880 equipes de saúde distribuídas em atendimentos voltados a saúde básica.
Para o prefeito David Almeida, o bom desempenho da cidade em relação à saúde básica demonstra que Manaus “conseguiu dar a volta por cima” após herdar uma das piores saúde do país, com foco na capacidade técnica e compromisso da equipe que, segundo ele, não mede esforços para realizar ações e campanhas que salvam vidas.
“Pelos números que temos, nós podemos comemorar, muito provavelmente, seremos, pelo terceiro quadrimestre consecutivo, a saúde básica número 1 do Brasil dentre as capitais e metrópoles, porque essa equipe é determinada. É a mudança de atitude, é a mudança de gestão e nós provamos que com gestão é possível se tornar o melhor do Brasil e estamos fazendo isso na Prefeitura de Manaus”, enfatizou Almeida.
Atualmente, Manaus tem a nota 7,74 no Índice Sintético Final (ISF) do Previne Brasil, alcançada no último quadrimestre de 2022, a melhor nesse nível da atenção entre capitais e metrópoles. A posição de destaque no financiamento da APS se mantém desde o quarto quadrimestre de 2021, quando Manaus assumiu a liderança nacional após atingir a nota 8,7. E não deve parar, porque de acordo com o levantamento de abril deste ano, a cobertura na cidade foi elevada em 66,7%.
“É com muito orgulho que apresentamos hoje todas as estratégias exitosas que tivemos para alcançar o primeiro lugar no ranking das capitais por meio do Previne Brasil. E se Deus quiser vamos comemorar pela terceira vez consecutiva os melhores resultados e só conseguimos, porque estamos todos de mãos dadas”, afirmou a secretária Shádia Fraxe.
O programa “Previne Brasil” avalia a saúde básica das cidades a partir de três eixos: o cadastro da população na Atenção Primária à Saúde (APS), as ações programáticas e sete indicadores de desempenho, relacionados à saúde da mulher, pré-natal, saúde da criança e doenças crônicas.
O Índice Sintético Final (ISF), que gera o ranking das capitais, considera a proporção desses indicadores e o acesso aos recursos para investimento na área depende do desempenho de cada município no programa.

Ah…uma auditoria no pec da Semsa.