

Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — A candidata ao governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) afirmou neste domingo (25) que enfrentou a máquina pública e o que chamou de “desequilíbrio absurdo do Poder Judiciário” na disputa do segundo turno contra Omar Aziz (PSD). Apesar das críticas, a empresária disse estar confiante na vitória. “A gente sabe que quando o povo quer ninguém segura”, declarou.
Maria do Carmo criticou a atuação do TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas). No primeiro e no segundo turno, o tribunal determinou a suspensão de diversas publicações da candidata consideradas ofensivas ao adversário. Também concedeu a Omar Aziz direito de resposta na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
A candidata chegou para votar por volta das 9h46 no CMEI Padre Pedro Gabriel Neto, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus. Ela estava acompanhada do candidato a vice-governador, Coronel Anibal (PL), e da deputada estadual Débora Menezes (PL).
Ao conversar com jornalistas, Maria do Carmo reafirmou a expectativa de vitória. “A gente está esperando que venha a conquistar a maioria e a gente ser vencedores nesse pleito. Isso é o que a gente está esperando e pode ter certeza que vai se confirmar porque é o sentimento das ruas que a sente”, disse. “Tenho boa expectativa de vitória. Realmente, tenho”, completou.
Máquina e Judiciário
A candidata do PL afirmou que sua campanha enfrentou a máquina pública e o apoio de lideranças políticas ao adversário. O prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), declarou apoio a Omar Aziz. O governador Roberto Cidade (União Brasil), derrotado no primeiro turno, não se manifestou sobre a disputa do segundo.
“A gente sabe que o fato de eu ter chegado até aqui contra máquinas, contra praticamente a política inteira do Amazonas contra minha candidatura — exceto a bancada do PL e o povo, que é o dono do voto e, de fato, da eleição — a gente sabe que é isso. Não tem a surpresa. A gente sabe que quando o povo quer ninguém segura”, afirmou.
Maria do Carmo também criticou o que classificou como “desequilíbrio do Poder Judiciário”. Ao longo da campanha, decisões judiciais determinaram a retirada de publicações da candidata sobre a Cidade Universitária, a Operação Maus Caminhos e a CPI da Exploração Sexual, por violação de regras eleitorais que proíbem propaganda ofensiva à honra de candidatos.
“A gente trabalhou do jeito que podia, contra máquinas, contra interesses, um desequilíbrio absurdo do Poder Judiciário, isso é fato. A gente não pode se calar para as coisas que acontece e a gente viu uma movimentação anômala e que tem que questionar como cidadão sempre”, declarou.
“Independente de eu estar aqui como candidata, qualquer cidadão tem o direito de questionar as situações que se colocam durante a eleição. Pressões, ameaças, enfim, tudo isso a gente tem que extirpar do processo eleitoral”, acrescentou.
A candidata também sofreu uma derrota no TRE-AM ao pedir a suspensão de vídeos publicados pelo empresário Waldery Areosa Ferreira, proprietário do Ciesa (Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas).
Nas publicações, o empresário criticou Maria do Carmo e afirmou que a Fametro, administrada pela candidata, estaria falida e acumularia dívidas milionárias. A empresária pediu a retirada dos vídeos, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça Eleitoral.
Em outro momento da entrevista, Maria do Carmo afirmou que o TRE-AM teria contrariado suas próprias regras, mas não apresentou exemplos específicos.
“Infelizmente, a gente teve que se sujeitar a esse desequilíbrio. Veja, você trabalha com um TRE… segue as regras do TRE, e o próprio TRE vai contra suas próprias regras, determinações. Fica complicado para qualquer advogado trabalhar”, afirmou.
Questionada sobre as últimas pesquisas eleitorais, nas quais Omar Aziz aparece à frente, Maria do Carmo contestou os levantamentos e disse que aguardará o resultado das urnas.
“[Ele aparece à frente] nas pesquisas dele, a gente sabe disso. Mas, assim, gente respeita e vamos esperar o resultado nas urnas. Daqui a pouquinho a gente vai saber a verdade”, declarou.
