
Por Henderson Martins, da Redação
MANAUS – O leilão e a consequente troca do controle acionário da Eletrobras Distribuição Amazonas e outras quatro distribuidoras subsidiárias da Eletrobras, denominadas de companhia energética, estão previstos para o primeiro trimestre de 2018. O Ministério de Minas e Energia pretende vender a subsidiária até março. A Central Elétrica Brasileira informou que recebeu do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco gestor do FND (Fundo Nacional de Desestatização), no dia 27 de setembro, os estudos do modelo de privatização das distribuidoras.
A concessionaria informou que os referidos estudos deverão ser analisados e aprovados pelo CPPI (Conselho do Programa de Parceria de Investimentos), que editará resolução com as condições da privatização. Após a publicação da referida resolução, a Eletrobras convocará a AGE (Assembleia Geral Extraordinária), em data a ser agendada, para deliberação do assunto.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários no Amazonas (STIU-AM), Joseirton Albuquerque, o processo de tentar barrar a privatização continua em andamento. Albuquerque disse que a falta de subsídios poderá prejudicar as ofertas da empresas. “O levantamento, ainda não finalizado, principalmente no Amazonas, indica que as dificuldade são gigantescas”, disse.
Joseirton explica que na semana passada foi entregue um documento formal elaborado pela ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), o próprio Sindicato dos Urbanitários, a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e a AAM (Associação Amazonense dos Municípios) no qual consta a insatisfação com do processo de privatização.
Albuquerque informou que nesta quinta-feira, 26, uma reunião deve acontecer em Brasília com a finalidade de criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o processo de privatização da concessionária. A proposta é encabeçada pelo senador Lindberg Farias (PT).
