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Economia

‘Juro alto vem da dificuldade de recuperar crédito’, diz Banco Central

26 de abril de 2019 Economia
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“Existem segmentos que gastam mais por recuperação do que recuperam”, afirmou o presidente do BC (Foto: Fábio Pozzabom/ABr)
Por Tássia Kastner, da Folhapress

SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que os juros elevados cobrados nas operações de crédito no país estão ligados à dificuldade de recuperação de crédito.

Em evento, ele apresentou uma comparação entre dados da economia brasileira e de países emergentes (excluindo Argentina e Turquia). Segundo ele, o juro básico médio nesses países é de 5,4%, ante os 6,5% do Brasil, o que considerou parecidos. A inadimplência também é próxima, 2,7% e 2,9%.

O que muda, afirma, é o tempo de recuperação de crédito e também o percentual recuperado. Em países emergentes, 62% dos empréstimos em atraso são recuperados em um prazo de 1,7 ano. No Brasil, apenas 13% se recupera, em prazo de quatro anos.

“Existem segmentos que gastam mais por recuperação do que recuperam”, afirmou. 

Campos Neto disse ainda que o recente aumento do spread (diferença de custo de captação e a taxa de juros cobrada dos clientes), apesar da estabilidade da taxa Selic, poderia ser explicado por dificuldades ainda maiores de recuperação.

“Grande parte do problema é que a recuperação é judicial”, disse, acrescentando que a Justiça acaba desbloqueando garantias e dificultando a recuperação do dinheiro.

O presidente do BC acrescentou que outras dificuldades de avaliação de risco, como a assimetria de informação, causada pela ausência de cadastro positivo, estão sendo resolvidas.

Ele citou ainda o open banking, cujas diretrizes iniciais foram publicadas pelo Banco Central nesta quarta-feira. As medidas estão em linha com as demandas dos bancos, que publicaram, no ano passado, um livro com 21 medidas para a redução dos juros no país.

Campos descartou algumas delas em sua apresentação, como a redução do compulsório. Para Campos Neto, a queda dos juros ao consumidor foi mais modesta do que se esperava. Segundo ele, o spread alto “polui o canal de transmissão da política monetária entre o juro e o dinheiro na conta”.

O presidente do BC defendeu ainda a independência da autoridade monetária, cujo projeto tramita no Congresso, com a possibilidade de queda da taxa de juros de forma sustentada.

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Assuntos banco central, crédito, juros
Redação 26 de abril de 2019
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1 Comment
  • luiz disse:
    27 de abril de 2019 às 02:41

    …como podemos ver, mais um aqui que tem coragem pra mentir descaradamente, chamando por tabela, nós, os brasileiros minimamente informados de burros, ofendendo-nos com estas explicaçoes de faculdades de quinta, ora meu amigo: os bancos tanto recuperam o investimento, como têm lucros cada vez maiores, veja que com toda a crise que atinge os brasileiros, com mais de treze milhoes de desempregados, numero este, que qualquer estudante de economia sabe, que no mínimo devemos multiplicar por quatro, já que estes desempregados em media deveriam prover o sustento de umas quatro pessoas, que de alguma maneira depende dele, entao vai se virando nos trinta como pode…MAS O QUALIFICADO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL NAO SABE OU TALVEZ NAO QUEIRA SABER, QUE CONTUDO ISTO, OS BANCOS BRASILEIROS CONTINUAM LUCRANDO ALGUNS BILHOES TODO MES. Parece que ele nao tem os números,pra vir com tida esta conversa pra boi dormir…BASTA olhar, observar todos estes desempregados, empresas endividadas, lojas fechando as portas todos os dias…mas para os BANCOS NAO EXISTE CRISE, MAS SIM MUITOS LUCROS COM TODA A CRISE…Tenho certeza que toda empresa gostaria de estar trabalhando no vermelho, como os bancos estaos, sem conseguir cobrir os investimentos, segundo o “nosso” proeminente presidente do Banco Central do Brasil. Nao sei se rio ou choro, ACOOORDA BRASIL.

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