
Do ATUAL
MANAUS – A mulher acusada de se passar por médica sem possuir formação acadêmica ou registro no Conselho Federal de Medicina continuará presa. A prisão foi mantida pela juíza Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins em audiência de instrução na 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus.
A audiência, por videoconferência, inclui três pessoas acusadas de exercício ilegal da medicina. O processo tramita sob segredo de justiça e as identidades dos réus não são divulgadas.
No primeiro dia de instrução, três vítimas foram ouvidas e a advogada de uma delas foi admitida como assistente de acusação. O MP solicitou ainda a oitiva de outras vítimas e de uma testemunha sigilosa, motivo pelo qual a audiência foi suspensa e remarcada para o dia 17 de outubro.
A principal acusada é apontada pelo MP como responsável por realizar atendimentos médicos em clínicas particulares e em sua própria residência entre 2023 e 2025, prescrevendo medicamentos e emitindo atestados falsos para adultos, gestantes e crianças, inclusive com deficiência. Segundo a denúncia, ela agiu de forma consciente e reiterada, obtendo vantagem ilícita e colocando a saúde de terceiros em risco.
Outros dois acusados também respondem no mesmo processo. Um deles é réu por falsificação de atestados e receituários com dados de pacientes retirados de um hospital público, enquanto a terceira acusada, ex-secretária de uma clínica, é ré por repassar à falsa médica documentos com informações profissionais de seu empregador.
O MP pede a condenação da principal acusada por crimes de perigo para a vida ou saúde de outrem, furto qualificado, estelionato majorado, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, falsidade de atestado médico e falsa comunicação de crime. Os outros dois réus respondem por estelionato majorado, falsidade de atestado médico, perigo para a vida ou saúde de outrem e furto qualificado.
