
Por Milton Almeida, do ATUAL
Profissionais das áreas de pedagogia, logística e comunicação passam os fins de semana recolhendo resíduos recicláveis em apartamentos, condomínios e residências de Manaus, para levar a empresas e às instituições que processam o lixo doméstico.
A ideia deu tão certo que o grupo, chamado de “Parada Ambiental”, se transformou em uma “startup” que, em um ano e meio de existência, realizou 162 atividades sócios ambientais e coletou 45 toneladas de resíduos residenciais.
“A nossa prioridade são os lixos eletrônicos e os eletrodomésticos. Mas recolhemos também papeis e livros, e doamos para uma biblioteca comunitária, no bairro Planalto. Os papeis passam por um processo e são transformados em papel higiênico”, diz Herveton Nascimento, fundador do grupo.
Atualmente, o grupo começou a aceitar doações de roupas, calçados e brinquedos que possam ser reutilizados.
“Somos um intermediário entre as pessoas e as instituições de reciclagem. Os interessados entram em contato com a gente e agendamos um fim de semana de atividade ambiental no condomínio por exemplo”, diz.
Os membros do grupo entra nos prédios e condomínios, e com a orientação do síndico ou responsável, vão aos apartamentos das pessoas que querem entregar o lixo eletrônico.
“Colocaram no grupo de whatsapp do condomínio que os garotos da Parada Ambiental viriam recolher o lixo reciclável. Eu separei os aparelhos velhos, os brinquedos elétricos do meu filho e decidi entregar. O que não serve para mim, vai servir para outras pessoas. Além disso, ajudamos o meio ambiente, porque não descartamos esse lixo na rua”, diz Heloisa Pereira, moradora do Condomínio Vista del Rio, no bairro Aparecida.

Segundo Herveton Nascimento, o grupo não faz coleta seletiva, mas ações de conscientização de resíduos que possam ser utilizados por outras pessoas.
“Nós conversamos com os moradores sobre a nossa atividade ambiental, existe toda uma educação ambiental no local, antes de começarmos a recolher os resíduos”, afirma Nascimento.
Segundo a Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), o cenário do descarte ambientalmente correto dos eletroeletrônicos, eletrodomésticos e seus componentes em fase final de vida útil ainda carece de avanços. Por isso, em vista de melhorias neste setor foi estabelecida o Decreto Federal 10.240/2020 em conjunto com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para estruturar a reciclagem desses tipos de equipamentos.
O processo que envolve o retorno de produtos, embalagens e resíduos auxilia na diminuição da utilização de matéria-prima virgem e contaminação do solo e da água, ampliando desta forma a preservação do meio ambiente. Por isso, é essencial que todos os envolvidos nesta cadeia produtiva invistam esforços para que a reciclagem desses resíduos aconteça e reduza os danos ambientais causados pelo descarte incorreto.
