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Variedades

‘Jennifer Aniston deveria ser morta’, disse Harvey Weinstein, segundo site

11 de março de 2020 Variedades
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A porta-voz de Jennifer Aniston disse que o produtor nunca chegou perto o suficiente para tocá-la e ela nunca esteve sozinha com ele (Foto: Apple/Divulgação)
Da Folhapress

SÃO PAULO – Harvey Weinstein, 67, teria sugerido que Jennifer Aniston, 51, deveria ser morta ao ficar sabendo que o tabloide americano National Enquirer pretendia publicar uma denúncia dizendo que a atriz foi assediada sexualmente pelo ex-produtor. A notícia foi publicada nesta terça-feira, 10, pelo Page Six.

Segundo o site, a informação consta de emails que foram trocados entre Weinstein e sua porta-voz e que estavam guardados em sigilo na Suprema Corte de Manhattan. Nesta quarta-feira (11), deve ser proclamada a sentença do ex-produtor, que foi um dos nomes mais poderosos da indústria cinematográfica.

No dia 24 de fevereiro, um júri formado por sete homens e cinco mulheres condenou Weinstein em duas das cinco alegações contra ele: abuso sexual e estupro. E o inocentaram da mais grave, a de comportamento sexual predatório, que podia levá-lo à prisão perpétua.

As denúncias contra Weinstein serviram de gatilho para o #MeToo, que incentivou dezenas de mulheres a irem a público falar sobre casos de assédio sexual que sofreram.

Dois desses casos tiveram como consequência a sentença que Weinstein enfrentará nesta quarta: o de Jessica Mann, que o acusou de estuprá-la num hotel em 2013, e o de Miriam Haley, que o denunciou por ter praticado sexo oral nela à força em 2006.

Foi no meio do auge da avalanche de denúncias do #MeToo, em 31 de outubro de 2017, que Sallie Hofmeister, porta-voz do então produtor, enviou um email perguntando se ele sabia sobre a suposta denúncia que o Enquirer faria envolvendo o nome de Aniston.

Na troca de emails, segundo o Page Six, a informação era que o tabloide publicaria a notícia que a atriz tinha confidenciado a uma amiga que durante a produção do filme “Fora de Rumo” (2005), Weinstein a agrediu sexualmente, pressionado a atriz pelas costas e “agarrando suas nádegas”.

Além disso, de acordo com o site, Aniston também ficava desconfortável, porque ao longo dos anos, o ex-produtor “frequentemente olhava para o decote dela e movia a boca”. O jornal americano citava ainda uma fonte próxima à atriz, que dizia que ele tinha uma “queda enorme por ela e falava constantemente sobre como ela era gostosa”.

De acordo com o Page Six, cerca de 45 minutos depois de receber o email de sua porta voz, Weinstein usou seu iPhone para enviar a Hofmeister uma resposta curta e direta: “Jen Aniston deveria ser morta”.

A denúncia de abuso sexual nunca foi publicada pelo tabloide. Stephen Huvane,  porta-voz da atriz, disse que ela nunca foi assediada ou agredida pelo ex-produtor.

“Ele nunca chegou perto o suficiente para tocá-la e ela nunca esteve sozinha com ele”, afirmou Huvane.

No ano passado, em entrevista à revista Variety, Aniston afirmou que Weinstein teve um comportamento grosseiro durante o jantar de lançamento do filme “Fora de Rumo”.

“Lembro que estava sentada à mesa do jantar com Clive [Owen], e nossos produtores e um amigo meu estavam sentados comigo. E ele literalmente chegou à mesa e disse ao meu amigo: ‘Levante-se!’ E eu fiquei tipo ‘Oh meu Deus’. E então meu amigo se levantou e se mudou e Harvey se sentou. Foi exatamente esse nível de comportamentos grosseiros”, contou a atriz.

Na mesma entrevista, ela também afirmou que Weinstein tentou intimidá-la a usar um vestido desenhado por sua então mulher, Georgina Chapman, para a estreia do longa, mas ela se negou.

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Assuntos assédio sexual, Harvey Weinstein, Jennifer Aniston
Redação 11 de março de 2020
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