O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Márcia Oliveira

Itinerários do Sínodo da Amazônia

28 de agosto de 2019 Márcia Oliveira
Compartilhar


Faltando apenas 40 dias para o início da Assembleia Especial para a Região Pan-Amazônica, sob o título: Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral, o Processo Sinodal segue despertando muitas reflexões importantes para a caminhada da Igreja Católica na Amazônia.

O Documento principal que orientará as decisões da Assembleia Sinodal é o Instrumentum Laboris. Resultado da compilação de extensa “escuta” que resultou num importante diagnóstico da Pan-Amazônia, o Instrumentum Laboris apresenta os clamores mais profundos dos povos dessa região que serão debatidos durante os trabalhos do Sínodo. Dentre as questões mais pertinentes apresentadas no diagnóstico da Pan-Amazônia, é possível destacar algumas características centrais apresentadas no Instrumentum Laboris:

1. A violência e os conflitos socioambientais: na segunda parte do Documento de Trbalho, intitulada “Ecologia Integral: o clamor da terra e dos pobres – não à destruição da Amazônia”,chama-se a atenção para questão ambiental e afirma-se que a criminalização das lideranças nos conflitos socioambientais tem sido recorrente na Pan-Amazônia e representa uma grave violação aos Direitos Humanos. Atualmente a Amazônia é a região onde mais ocorrem conflitos e mortes por conflitos agrários e socioambientais no mundo. Ao mesmo tempo, é considerada uma das regiões mais perigosas para os defensores e defensoras dos direitos humanos. Nas escutas sinodais, o povo denuncia que “os estados têm se recusado realizar consulta prévia aos grupos indígenas, ribeirinhos e quilombolas para concessões e contratos de exploração territorial, violando a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. Isso tem permitido a invasão criminosa dos territórios por madeireiras e garimpos clandestinos” (Instrumentum Laboris – parágrafos 52-53). Frente a essa realidade, propõe-se promover “linhas de ação institucionais que promovam o respeito ao meio ambiente” e programas de formação permanente para as lideranças, além do compromisso em defesa da vida dos povos indígenas, ribeirinhos, camponeses e quilombolas que são considerados os verdadeiros “guardiões da floresta” atuando na defesa da Casa Comum.

2. Nenhum direito a menos. O Capítulo VIII, intitulado “o papel profético da igreja e a promoção humana integral”, em sua reflexão sobre a “Igreja Profética na Amazônia: Desafios e esperanças”, afirma que “evangelizar implica ao mesmo tempo comprometer-se para promover o cumprimento dos direitos dos povos indígenas. A Igreja não pode deixar de se preocupar pela salvação integral da pessoa humana, o que comporta favorecer a cultura dos povos indígenas, falar de suas exigências vitais, acompanhar os movimentos e reunir as forças para lutar pelos seus direitos (Instrumentum Laboris Parágrafo 143). Isso implica na urgência de se assumir a denúncia “contra modelos extrativistas” e projetos que destroem a floresta, contaminam os rios, violam os direitos das comunidades “e promovem a morte”. Diante disso, faz um chamado a trabalhar em rede para “se aliar aos movimentos sociais de base, para anunciar profeticamente uma agenda de justiça”.

3. Povos indígenas isolados.  O primeiro capítulo do Instrumentum Laboris apresenta uma epígrafe de um fragmento da conversa do Papa Francisco com os Povos Indígenas em janeiro de 2018 em sua visita a Porto Maldonado, na Amazônia Peruana: “É bom que agora sejais vós próprios a autodefinir-vos e a mostrar-nos a vossa identidade. Precisamos escutar-vos”.  De fato, os povos indígenas foram escutados e apresentaram suas demandas nas escutas sinodais. Entretanto, há uma preocupação especial com relação aos povos isolados. “Existem entre 110 e 130 distintos Povos Indígenas em Isolamento Voluntário ou Povos Livres; vivem à margem da sociedade ou em contato esporádico com ela. São os mais vulneráveis entre os vulneráveis. Não conhecemos seus nomes próprios, idiomas ou culturas; isolaram-se por terem sofrido traumas anteriores ou foram violentamente forçados ao isolamento” (Instrumentum Laboris, parágrafos 57-61). A Igreja é convocada a assumir a defesa destes povos, exigindo dos governos que facilitem “os recursos necessários para a proteção efetiva”, como a criação de um censo e de reservas naturais. Além disso, pede à Igreja uma pastoral específica para estes povos que incida na formação, para que conheçam e façam reconhecer seus direitos. Assim, convoca a “rejeitar a aliança com a cultura dominante”, para promover as culturas e os direitos dos indígenas, dos pobres e do território.

4. Mudanças profundas orientadas pela Laudato Sì. O texto destaca a necessidade de mudar nosso modo de consumo baseado no “consumismo exagerado” e na produção exacerbada de resíduos descartados de maneira irresponsável, muitas vezes tóxicos e altamente poluentes. Convoca a sociedade a uma mudança radical nos seus hábitos de consumo e desafia a uma “educação integral” a ser aprendida com os povos indígenas que cultivam “um método de ensino-aprendizagem baseado na tradição oral e na vivência prática. O desafio é integrar este método no diálogo com outras propostas educativas, com vistas a promover uma cidadania ecológica. Esta educação une o compromisso de cuidado com a terra e o compromisso com os pobres, e suscita atitudes de sobriedade e respeito vividas por meio de uma austeridade responsável (Instrumentum Laboris Parágrafos 92-98).

5 – Conversão Ecológica. No capítulo IX, o Documento de Trabalho conclama à “conversão ecológica que implica reconhecer a cumplicidade pessoal e social nas estruturas de pecado, desmascarando as ideologias que justificam um estilo de vida que agride a criação. Requer de nós um olhar crítico e autocrítico que nos permita identificar aquilo que danifica a criação (Instrumentum Laboris, parágrafos 99 – 100).

São questões que implicam em mudanças radicais no sentido de mudança do “lugar de fala”. Novos sujeitos entram no debate, no caso, os Povos Indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas e os camponeses da Amazônia (campesinos e seringueiros) que passam a ser considerados os verdadeiros protagonistas das mudanças.

São mudanças que incomodam setores da igreja e da sociedade ainda muito apegados às práticas colonizadoras que nunca respeitaram os povos indígenas como sujeitos e muito menos como sujeitos de mudanças tão importantes e tão profundas. Ouvir o que estes povos têm a dizer à sociedade mergulhada nos valores do consumismo parece uma afronta para muitos que ainda se guiam por comportamentos, discursos e práticas sociais, políticas, econômicas e pastorais altamente colonizadoras. Por isso o sínodo tem incomodado tanto esses setores da Igreja e da sociedade. Quem não quer se deixar “Amazonizar” está irritadíssimo com as propostas do sínodo e seus possíveis desdobramentos. Quem não se deixa “Amazonizar” não está nenhum pouco preocupado com a floresta, nem com os rios e os povos dessa região. Pelo contrário, a usa tão somente para se projetar econômica, política e clericalmente.   


Marcia Oliveira é doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia (UFAM), com pós-doutorado em Sociedade e Fronteiras (UFRR); mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, mestre em Gênero, Identidade e Cidadania (Universidad de Huelva - Espanha); Cientista Social, Licenciada em Sociologia (UFAM); pesquisadora do Grupo de Estudos Migratórios da Amazônia (UFAM); Pesquisadora do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras: Processos Sociais e Simbólicos (UFRR); Professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR); pesquisadora do Observatório das Migrações em Rondônia (OBMIRO/UNIR). Assessora da Rede Eclesial Pan-Amazônica - REPAM/CNBB e da Cáritas Brasileira.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Operação Conexão Norte combate entrada ilegal de cubanos na Amazônia

‘Vou mandar para os EUA’, diz Lula sobre dados de redução do desmatamento na Amazônia

Arcebispo diz que eleitor deve analisar histórico dos candidatos antes de votar

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

Tornar terroristas o PCC e CV põe em risco combate a facções na Amazônia

Assuntos Amazônia, Márcia Oliveira, Sínodo da Amazônia
Redação 28 de agosto de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Agentes da PRF resgatam cubanos em Boa Vista: entrada na Amazônia pela Guiana Inglesa (Foto: PRF/Divulgação)
Dia a Dia

Operação Conexão Norte combate entrada ilegal de cubanos na Amazônia

12 de junho de 2026
Estudo registra queda no desmatamento na Amazônia (Imagem: TV Brasil/Reprodução)
Política

‘Vou mandar para os EUA’, diz Lula sobre dados de redução do desmatamento na Amazônia

11 de junho de 2026
Leonardo Steiner completou 75 anos em 6 de novembro de 2025 e apresentou sua renúncia (Foto: Divulgação)
Política

Arcebispo diz que eleitor deve analisar histórico dos candidatos antes de votar

10 de junho de 2026
Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

8 de junho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?