
Do ATUAL
MANAUS — O processo para reconhecimento do Beiradão como patrimônio cultural imaterial do Brasil avançou nesta quinta-feira (21) com uma oficina promovida pela superintendência do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no Amazonas. A iniciativa é participativa e reúne músicos, pesquisadores e representantes da cultura.
O Iphan apresentou o procedimento necessário para que o Beiradão se torne oficialmente patrimônio cultural nacional. “Mostramos todo o processo percorrido até que esse bem se torne patrimônio cultural de todo o Brasil. Ele será realizado de forma participativa, garantindo que a memória, os saberes e as características do Beiradão sejam documentados”, explicou a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro.
“Para nós é um desejo que o Ministério da Cultura reconheça esse fenômeno como patrimônio brasileiro. O Beiradão tem mais de 70 anos, gera emprego, renda, está presente nos 62 municípios do Amazonas e tem mais de 200 músicos se declarando beiradeiros. Queremos ser a segunda expressão cultural do estado, ter visibilidade e não deixar essa cultura acabar”, disse Paulo Moura, entusiasta e coordenador do festival Beiradão que acontece anualmente em Manaus.
O ritmo é considerado patrimônio cultural imaterial do Amazonas desde setembro de 2023 por meio da Lei estadual nº 6.448 da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas). A expectativa é que a sociedade civil protocole o pedido de abertura do processo de registro junto ao Iphan em outubro de 2025.
O processo de registro de um patrimônio cultural imaterial divide-se nas seguintes etapas: análise técnica preliminar, pesquisa etnográfica, elaboração de parecer técnico e jurídico, decisão final pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e reavaliação a cada dez anos para garantir a permanência dos valores que justificaram o registro.
