
Da Redação
MANAUS – O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental) afirma, em nota, que a investigação que desencadeou a operação Arquimedes é relativa a ações ocorridas em administrações passadas. O Instituto informa que está colaborando com os agentes da Polícia Federal e membros do MPF (Ministério Público Federal), cedendo toda documentação solicitada pela investigação.
A nova gestão do órgão informa que desde quando assumiu, em janeiro, busca combater práticas de servidores que não condizem com a ética e missão do Ipaam, que é de “executar a política de controle ambiental do Estado do Amazonas, visando o desenvolvimento sustentável”.
Entre as ações estão a implementação de uma política de compliance (estabelecendo disciplinas para cumprimento de normas legais), anti-corrupção, a capacitação de servidores a respeito do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e implantação do sistema de licenciamento eletrônico, garantindo mais transparência e eficiência nos processos ambientais.
De acordo com o Ipaam, o órgão está aguardando as informações da Polícia Federal para tomar as medidas administrativas cabíveis em relação a operação.
Operação Arquimedes
A Polícia Federal, com apoio do MPF (Ministério Público Federal), deflagrou nesta quinta-feira, 25, a Operação Arquimedes com objetivo de desarticular esquema de corrupção responsável por extração ilegal de madeira na floresta amazônica.
Foram expedidos 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária, 109 mandados de busca e apreensão cumpridos nos estados do AC, AM, MG, MT, PR, RO, RR, SP e no Distrito Federal, além da autorização de bloqueio de R$50 milhões nos CNPJ’s das empresas investigadas e outras 18 medidas cautelares.
