O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Incra quer reduzir 80% da área de quilombo na Cidade Ocidental, em Goiás

16 de junho de 2018 Dia a Dia
Compartilhar
Quilombolas que não têm a posse legal da terra enfrentam dificuldades para ter acesso a serviços básicos de saúde e educação (Foto: Marcello Casal jr/Arquivo Agência Brasil)
Quilombo Mesquita abriga 785 famílias que mantêm a agricultura como principal meio de subsistência (Foto: Marcello Casal jr/Arquivo Agência Brasil)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) estuda reduzir em cerca de 80% a área do Quilombo do Mesquita, situado na Cidade Ocidental, em Goiânia, entorno do Distrito Federal. Medida instituindo a redução de 4,2 mil hectares para menos de 1 mil foi publicada há pouco mais de três semanas no Diário Oficial.

De acordo com a resolução, o Conselho Diretor do Incra, órgão responsável pela titulação das terras quilombolas no País, aprovou no dia 17 de maio um requerimento apresentado por uma associação de moradores para declarar como território do Mesquita apenas o espaço onde vivem os remanescentes de quilombolas e uma área de vegetação, hidrografia e sistema viário que totalizam 971,4 hectares.

A resolução estabelece ainda que só será publicada portaria com a nova delimitação de território se a associação apresentar, no prazo de três meses, comprovação de que submeteu a proposta de redução do território à deliberação e aprovação da maioria dos integrantes da entidade.

Herança ancestral

Parte da comunidade recebeu a informação com surpresa e se mobiliza para reverter a tentativa de redução do território herdado de ancestrais. Eles explicam que a nova área não é suficiente para manter o plantio e a sobrevivência da comunidade.

“São 4,2 mil hectares que nós temos hoje no nosso território. Não concordamos com essa redução, estamos já nos movendo com a assessoria jurídica. Isso não impactará só o Quilombo Mesquita, isso abre precedente para todos os quilombos do Brasil, é uma questão de garantia de direitos”, declarou Sandra Braga, liderança do Quilombo do Mesquita.

O temor de redução da área do Mesquita se espalhou pelas comunidades do país. Quilombolas de vários estados acreditam que a medida, se for concretizada, pode se repetir em outras terras. O assunto foi um dos mais debatidos na Plenária Nacional da Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), realizada esta semana no Mesquita, que recebeu mais de 90 líderes de quilombos de vários estados do Brasil.

“Não houve um processo democrático nem consulta à comunidade. Nós sabemos que tem instruções internacionais que garantem que qualquer interferência em território quilombola ou indígena tem que passar por consulta deliberativa e isso não aconteceu aqui [no Mesquita]. A gente está preocupado, porque cria uma jurisprudência”, relatou Antônio Crioulo, liderança do Quilombo Conceição das Crioulas (PE), que também passou por uma tentativa de redução de território.

Reconhecimento

A Comunidade Remanescente de Quilombo do Mesquita foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares em 2006. Após processo de estudo técnico e antropológico, o território foi delimitado em 4,2 mil hectares. Em 2011, foi publicada a certificação do território reconhecendo a área identificada. O quilombo ainda aguarda a conclusão do processo final de titulação.

O primeiro registro do quilombo data de maio de 1746 e a área inicial chegava à extensão de 8 mil hectares. Atualmente, o quilombo abriga 785 famílias que mantêm a agricultura como principal meio de subsistência. No território, é possível encontrar casarões centenários e resquícios seculares do tempo da escravidão.

A partir da década de 50, com a construção de Brasília, a área do quilombo começou a ser invadida devido ao avanço da especulação imobiliária e de grandes propriedades rurais. O território é cobiçado pela posição privilegiada e por ter muitas nascentes de água, inclusive águas termais, o que atrai empreendimentos de luxo, seja para moradia ou lazer.

“Tem uma disputa política grande, os ruralistas querem deixar para os quilombolas somente a área que eles estão morando em cima. Só que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que o território quilombola é aquele necessário para reprodução física, social, cultural e econômica das comunidades”, explicou Fernando Priosti, advogado organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.

Advogados e integrantes do quilombo também relatam que o Incra expôs em algumas reuniões que a falta de verbas para pagar indenização pela desocupação dos não quilombolas poderia dificultar a titulação da área originalmente delimitada de 4 mil hectares.

A indenização aos fazendeiros da região estaria estimada em R$ 1 bilhão, os quilombolas contestam e afirmam que os estudos de delimitação apontaram que o valor da desintrusão não passaria de R$ 60 milhões.

Providências

Os advogados de defesa do quilombo recorreram ao Incra para tentar anular a resolução. A defesa argumenta que para reduzir o território seria necessário refazer todo o estudo técnico e antropológico da área, além de consulta à comunidade, procedimentos que ainda não foram seguidos pelo Incra.

“Todos os encaminhamentos necessários para a demarcação e delimitação do território já foram realizados. O nosso entendimento é que a ação de redução do território é absolutamente ilegal e nula, porque passa por cima de todo um procedimento que já foi realizado”, explica o advogado Cleuton de Freitas.

A defesa do quilombo também solicitou apoio do Ministério Público Federal de Luziânia (GO) que enviou um ofício ao Incra solicitando os documentos e as informações que basearam a resolução. Segundo o MPF, o Incra já respondeu à solicitação e os procuradores responsáveis pelo caso estão analisando o material.

No Congresso Nacional, alguns parlamentares também enviaram pedido de esclarecimentos ao Incra e apresentaram um projeto de lei que anula os efeitos da resolução.

Incra

Em nota, o Incra confirmou que a extensão original do território é de 4.292 hectares, mas alegou que a resolução que prevê a redução do Quilombo Mesquita para 971 hectares “acatou o pedido” da Associação Renovadora Quilombo de Mesquita, que reivindica ser a principal representante da comunidade.

O órgão destacou que “a resolução não acarreta automaticamente a diminuição do território” e que isso só deve ocorrer após publicação de portaria e de decreto presidencial.

A resolução publicada no dia 24 de maio estabelece que a portaria só será publicada se a referida associação apresentar, no prazo de três meses, comprovação de que submeteu a proposta à deliberação e aprovação da maioria dos integrantes da entidade.

O Incra informou ainda que, depois de questionamentos, o processo foi submetido a nova análise do Conselho Diretor e da Procuradoria Federal Especializada (PFE) da instituição.

Notícias relacionadas

Vazante do Rio Negro em 2026 tende a ser a terceira mais severa da história

TJAM vê como ‘esquisitos’ 936 acessos de defensor a processo sigiloso

Mapa facilita coleta de castanha-da-amazônia por extrativistas no AM

Cidade promete construir presídios em pontos estratégicos no interior

Sete a cada 10 brasileiros têm dificuldades para saber seus direitos

Assuntos Amazonas, Cidade Ociental, DF, Goiânia, Quilombo
Redação 16 de junho de 2018
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

A seca no Amazonas teve influência do El Niño. Marina do David, na zona oeste de Manaus (Foto: Rafa Neddermeyer/ABr)
Dia a Dia

Vazante do Rio Negro em 2026 tende a ser a terceira mais severa da história

1 de setembro de 2026
Dia a Dia

Mapa facilita coleta de castanha-da-amazônia por extrativistas no AM

1 de setembro de 2026
Roberto Cidade não detalha em quais municípios os presídios seriam construídos (Foto: Divulgação)
Política

Cidade promete construir presídios em pontos estratégicos no interior

1 de setembro de 2026
O ex-vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, anunciou neste sábado (29) sua desfiliação do Avante (Foto: Rede social/reprodução)
Política

Rotta deixa oficialmente o Avante depois de romper com David Almeida

30 de agosto de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?