
Do ATUAL
MANAUS – O Inca (Instituto Nacional de Câncer), vinculado ao Ministério da Saúde (MS), lançou em Manaus projeto nacional para controle do tabaco no país.
O Amazonas foi escolhido para sediar o evento por ser um estado com dimensões continentais, representando o desafio da logística para a saúde, e por, ao mesmo tempo, Manaus estar entre as capitais com menor índice de fumantes no Brasil. Apenas 4,8% dos adultos na capitam fumam cigarro.
Palmas registra 5,5% de fumantes, São Paulo (10,3%) e Porto Alegre (13,8%), maior índice entre as capitais.
O projeto denominado “Sustentabilidade por meio do fortalecimento e coordenação de iniciativas de controle do tabaco no âmbito estadual e municipal” envolve 14 municípios do estado que aderiram ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Essas cidades passam a desenvolver, através das secretarias municipais de saúde, projetos como grupos de apoio, distribuição de medicamentos, promoção e tratamento no combate ao tabagismo.
Um grupo de trabalho será formado para desenvolver ações de combate ao tabaco.
O tabaco é a segunda substância de maior risco para contrair doenças crônicas. “É necessário a união de esforços para a realização de campanhas educativas em todo o país. O tabagismo caracteriza-se como um importante problema de saúde pública. As igrejas, as escolas, todos os segmentos que possam ajudar”, disse o diretor-presidente da FCecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas), Gerson Mourão.
De acordo com a representante da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Vera Borges, os esforços empreendidos, até agora, resultaram em uma significativa queda na prevalência de fumantes no Brasil, que diminuiu de 34,8%, em 1989, para 12,6% em 2019.
“Mesmo as taxas tendo caído, ainda enfrentamos o desafio de lidar com cerca de 20 milhões de fumantes em todo o território nacional. O tabagismo é responsável por 8 milhões de mortes, anualmente, em todo o mundo. Embora tenhamos avançado significativamente no controle do tabagismo, ainda precisamos vencer alguns desafios importantes”, avaliou Vera Borges.
