O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Política

Imagem de onda populista mundial é enganadora, diz professor

17 de março de 2019 Política
Compartilhar
Por Marco Rodrigo Almeida, da Folhapress

SÃO PAULO – Professor de ciência política na Universidade Princeton (EUA), o alemão Jan-Werner Müller observa com apreensão os resultados das eleições nos EUA e na Europa nos últimos anos, mas, ao contrário de muitos de seus pares, vê com ceticismo a afirmação de que o mundo passa por uma onda populista.

Müller se tornou referência sobre o tema após publicar, em 2016, o livro “What Is Populism?” (o que é populismo?, inédito no Brasil). Passou os últimos três anos comentando os governos de Donald Trump (EUA), Nicolás Maduro (Venezuela), Recep Tayyip Erdogan (Turquia) e Viktor Orbán (Hungria), entre outros. Todos são exemplo de populismo que ameaça a democracia, diz o cientista político, mas isso não basta para configurar uma força populista global.

Pergunta – Como define o populismo?

Müller – O político populista afirma que ele, e apenas ele, possui o monopólio da moral e da representação, que apenas ele representa o povo, pois conhece suas reais necessidades. É o caso claro de Donald Trump, nos EUA.
E assim ele vai dizer que seus oponentes são ilegítimos, que não fazem parte do “verdadeiro povo”, que são corruptos, desleais etc. Ou seja, o debate de ideias, ponto central de uma democracia, torna-se uma luta moralista.

Há diferença entre populistas de esquerda e de direita?

Müller – A diferença tem relação com o conteúdo dos discursos, mas a intenção é a mesma: dizer que apenas eles representam a população.
O populismo está difundido em todos os espectros políticos. Um populista de esquerda tem como bandeira a inclusão das minorias, dos setores marginalizados. E um de direita aborda em seus discursos valores familiares e religiosos, questões mais econômicas, restrições à imigração.

Percebe uma onda populista no mundo, como dizem muitos cientistas políticos?

Müller – Sou um pouco cético em relação a afirmações desse tipo. Acho que é uma imagem simplista e enganadora. Existe um clichê de que estamos vivendo uma situação irreversível. O populismo não é uma força autônoma global. Populistas ganharam eleições importantes, mas isso não configura uma onda.
O fato é que, na Europa e nos EUA, populistas tomaram o poder com a colaboração do establishment, da elite conservadora. No Reino Unido, o Partido Conservador dizia que o brexit era OK. Trump se elegeu por um partido forte, tradicional. As pessoas tiveram a escolha de apoiar ou n ão propostas populistas.

O senhor destacou a vitória de vários políticos populistas nos últimos anos. Seria uma coincidência, então?

Müller – É muito difícil dizer. Alguns fatores podem desempenhar um papel, como a revolta da população em relação à classe política. Existe uma clivagem produzida pela globalização.
Comentou-se muito sobre um possível efeito Trump após as eleições americanas. Um país pode copiar técnicas populistas de outro país, pode se inspirar numa experiência vitoriosa.
É um processo dinâmico. Não existe uma causa única que explique o que ocorreu em cada um desses países, que determine os acontecimentos no mundo. Culpar apenas a globalização ou a raiva do cidadão comum é uma visão simplória. Cada país apresenta um contexto próprio.

Qual o principal perigo do populismo para a democracia?

Müller – No nível mais básico, não existe democracia sem pluralismo. E o populismo é antipluralista. O populista diz que seus oponentes são cidadãos de segunda classe, que não merecem ser ouvidos.
O populista sempre refuta a crítica de qualquer instituição independente. Coloca em descrédito todas as instituições. Se algumas pessoas protestam contra o governo, o líder populista diz que não são cidadãos verdadeiros, que são manipulados pela CIA, por George Soros.
O líder populista se diz representante da verdade, mas a democracia não tem tanto a ver com a verdade, e sim com a legítima administração de conflitos. É um processo dinâmico e complexo.
A polarização não é, em si, uma ameaça. É legítima, contanto que todos se reconheçam como participantes legítimos do debate. Isso o populismo não faz.

Classificaria Bolsonaro como populista?

Müller – Não quero ser um panfleto teórico que vai de um lugar para outro e diz às pessoas quem é quem.
Se você acha que ele é um antipluralista, que é alguém que faz uma guerra cultural com a reivindicação de que apenas ele representa as pessoas reais, que todo o resto é corrupto, você decide. Há fortes indícios para você decidir.

Notícias relacionadas

‘Não passa pela nossa cabeça retirar Flávio da disputa’, diz presidente do PL

Moraes é notificado por e-mail em processo da Trump Media nos EUA

Lula e Motta acertam transição na PEC da 6×1 para redução de 2h de jornada em 2026 e 2h em 2027

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro lidera em rejeição; Lula aparece em seguida

Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 43%, no 2º turno, aponta BTG/Nexus

Assuntos Bolsonaro, eua, Europa, Populismo
Redação 17 de março de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Política

Moraes é notificado por e-mail em processo da Trump Media nos EUA

25 de maio de 2026
Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Política

PGR dá aval para Bolsonaro fazer cirurgia no ombro

25 de abril de 2026
São 630 vagas para agente da PF no concurso público (Foto: PF/Divulgação)
Dia a Dia

Polícia Federal nomeia delegada para posto de delegado expulso dos EUA

21 de abril de 2026
Alexandre Ramagem com a esposa e as filhas no momento em que chegou em casa (Imagem: Instagram/Reprodução)
Política

Mulher de Ramagem publica vídeo de retorno do ex-deputado para casa após prisão

16 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?