
Do ATUAL
MANAUS — O Hospital do Sangue do Amazonas foi inaugurado nesta segunda-feira (16) pelo governador do Estado, Wilson Lima (União Brasil), e começará a receber pacientes nesta terça-feira (17). A unidade, anunciada em 2014, levou 12 anos para ser concluída e entrar em funcionamento. O governador alegou a necessidade de readequação do projeto e dificuldades com recursos financeiros.
Com 184 leitos, incluindo 16 de UTI, a nova unidade amplia em 254% a capacidade de atendimento especializado atualmente realizada pelo Hemoam no tratamento de doenças do sangue. “A partir de amanhã a gente já começa a fazer as transferências do Hemoam para cá”, disse Lima durante a inauguração.
Localizado na Avenida Pedro Teixeira, na zona centro-oeste de Manaus, o hospital amplia a estrutura de atendimento especializado no estado de pacientes com doenças do sangue. “Nós estamos saindo de uma estrutura de 52 leitos, no antigo Hemoam, para uma estrutura com 184 leitos”, afirmou o governador.
A nova unidade recebe o nome da ex-diretora do Hemoam, Idenir de Araújo Rodrigues, que morreu em fevereiro de 2021 durante a pandemia de Covid-19.
De acordo com a secretária de Saúde, Nayara Maksoud, cerca de mil profissionais irão atuar na unidade. O objetivo é ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera para pacientes com doenças do sangue, incluindo cânceres hematológicos.
Dois processos seletivos foram abertos pela SES-AM (Secretaria de Estado de Saúde) para a contratação dos profissionais. “Cento e noventa leitos demandaram dois processos seletivos, com equipe especializada em fisioterapia, unidade de terapia intensiva e centro cirúrgico, além da ampliação do número de hematologistas”, disse a secretária.
Ainda segundo Nayara Maksoud, a Fundação Hemoam terá autonomia financeira, sob supervisão da SES. “O Hospital do Hemoam hoje tem um custo médio de R$ 165 milhões por ano, sendo cerca de R$ 13,7 milhões por mês destinados à administração da Fundação Hemoam”, afirmou.
Atraso
O Hospital do Sangue do Amazonas foi lançado em 20 de março de 2014, durante a gestão do ex-governador Omar Aziz (PSD). Na ocasião, o então governador em exercício, José Melo de Oliveira, realizou o lançamento da pedra fundamental.
A previsão inicial era de que a estrutura custaria R$ 70 milhões, sendo R$ 45 milhões provenientes de emendas parlamentares ao Orçamento da União. Nesta segunda-feira, o governador Wilson Lima informou que a obra custou cerca de R$ 60 milhões, sendo metade dos recursos oriunda do governo estadual.
O projeto ficou paralisado por um período devido à necessidade de readequações e à falta de recursos. “Quando assumimos, em 2019, havia algo entre 20% e 24% da obra física concluída”, disse Wilson Lima.
“Esse é um projeto que precisou de adequações. É um projeto de 2010 ou 2012 e teve de ser atualizado considerando os avanços tecnológicos e a necessidade de implementar estruturas que não haviam sido contempladas, como espaços para montagem de UTI, salas especializadas, além de rede elétrica e rede de gases. Tudo isso passou por um processo de readequação. Também houve, em alguns momentos, demora no desembolso do governo federal e dificuldades do governo do estado em razão da queda de arrecadação”, afirmou o governador.
