

Por Teófilo Benarrós de Mesquita, da Redação
MANAUS – O início da propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a governador do Amazonas nas emissoras de rádio e TV, nesta sexta-feira (26), teve personagem caricato, o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva e promessas de assistencialismo. Nos programas de rádio, quatro dos sete candidatos com direito a tempo veicularam propaganda. Na TV, foram seis. Na propaganda ao Senado também houve falta de candidato.
O primeiro a aparecer, conforme ordem estabelecida em sorteio pelo TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas), foi o senador Eduardo Braga (MDB). No rádio, às 6h e às 11h, ele abriu o programa com declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República. Mas Lula não pediu voto de forma direta.
“Eu tive o prazer de ser presidente quando o Eduardo Braga foi govenador. E tive o prazer de ir muitas vezes aí [a Manaus]. É muito importante a gente fazer o Amazonas voltar a crescer, a distribuir riqueza, a fazer casa, a cuidar do povo pobre desse estado. Eduardo, um abraço e boa sorte”, disse Lula. Na TV, o programa foi veiculado de forma diferente, mas também manteve aparição de Lula.
Candidato à reeleição, o governador Wilson Lima (União Brasil) lembrou que foi vitorioso em sua primeira disputa eleitoral e que não pertence ao “grupo de políticos poderosos que governa o Estado há anos”. “Não tenho padrinho político. Meu padrinho político é o povo” disse.
Com o maior tempo entre os candidatos, Wilson Lima usou parte do horário para apresentar um personagem caricato: ‘Brasonino’. O personagem diz que “o importante é construir mansão e pegar propina da construção de estádios”. “Não vai ter miséria. Pelo menos não para mim”, diz Brasolino na propaganda de Wilson Lima no rádio. Na TV, essa parte foi suprimida.
Apelido e promessas
Henrique Oliveira, do Podemos, se apresentou como “O Cabeção”, referência a seu apelido, e apelou para o assistencialismo. “Atuei durante anos como apresentador de TV e nessa posição ajudei muita gente necessitada”, disse. Nos programas, Henrique distribuía ranchos, remédios e encaminhava para empregos.
“Quando o problema é grande, a escolha é gigante”, encerrou, ao fazer referência à sua altura. O conteúdo foi repetido no horário na TV.
Amazonino Mendes (Cidadania) fez promessas de assistencialismo e voltou a dizer que vai governar “com a cabeça”. O candidato busca aparentar boa saúde, apesar de demonstrar fragilidade. Na convenção, após começar a discursar em pé, pediu uma cadeira e falou a maior parte do tempo sentado. Na campanha de rua, anda em jipe adaptado para contato com os eleitores.
Mendes disse que o “Amazonas não vai bem e isso mexe com a minha cabeça e o meu coração”. Prometeu triplicar o valor do auxílio permanente pago pelo governo, de R$ 150 para R$ 450, e criar os programas Leite do Meu Filho e Merenda Escolar, sem explicar as propostas. “É assim que vou governar. Com a cabeça cheia de ideias e o coração batendo por ti”, afirmou.
O candidato Ricardo Nicolau (Solidariedade) não apareceu no horário de rádio. Na TV, Nicolau falou sobre propostas para a saúde, mas sem especificar ações práticas.
Israel Tuyuka (Psol) foi outro que apareceu apenas no horário da TV. Se apresentou e falou de propostas gerais. O candidato tem apenas 21 segundos de tempo no horário eleitoral.
Carol Braz (PDT) não apareceu no rádio e nem na TV. De acordo com a assessoria da candidata, o programa foi produzido, mas “houve um problema técnico que já foi solucionado”.
Nair Blair (Agir) é a única a não ter direito a tempo de rádio e TV pois o partido, antigo PTC, não atingiu nas eleições de 2018 o teto mínimo de 3% dos votos válidos e 15 deputados federais eleitos em um terços dos estado brasileiros. A exigência começou a valer em 2017.
Na publicidade dos candidatos a senador, Luiz Castro (PDT) não apareceu na propaganda de rádio e TV.
