
Do ATUAL
MANAUS – O delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, afirmou nesta terça-feira (11) que Jaqueline da Silva Braz, presa pelo sequestro da bebê Ayla Sofia em Manaus, contou uma versão fantasiosa para negar o crime.
Segundo Ricardo Cunha, a suspeita disse que sua própria filha tinha sido sequestradas. “Ela nega, obviamente, a prática do crime. Apresentou uma versão fantasiosa, dizendo que tanto a filha dessa mãe, quanto a sua própria filha foram sequestradas por esses criminosos”.
“Isso tudo não nos convence, totalmente contraditório com tudo que foi levantado nos autos”, acrescentou.
O delegado disse que imagens de câmera de monitoramento contradizem a versão de Jaqueline. “Nós temos filmagens da Jaqueline na posse dessa bêbe, nós temos filmagens do resgate da récem-nascida, da colocação dessa criança em uma calçada lá no bairro da Compensa, nós temos testemunhas, tanto do mototaxista, quanto de um dos irmãos da Jaqueline, que presenciou a chegada dela com essa criança”.
Sobre o motivo do sequestro, o delegado disse que a hipótese de venda da bebê não pode ser descartada, mas também não é uma certeza neste momento. “Pode ter intenção de vender a criança, pode, mas não podemos afirmar isso nesse momento”.
Remédio em refrigerante
Conforme Ricardo Cunha, ao chegar à residência no bairro Grande Vitória, zona leste, a mãe da bebê oi recebida por Jaqueline que ofereceu um copo de refrigerante. Pouco depois de ingerir a bebida, ela perdeu os sentidos.
Cunha afirmou que foi constatado que a bebida continha medicamento controlado, cuja embalagem foi posteriormente localizada na própria casa. Foi nesse estado de inconsciência que a vítima passou a ser agredida e levada pelos suspeitos, sem ter noção do que acontecia com ela ou com sua filha recém-nascida.
De acordo com o delegado, após ser dopada e agredida, a mãe da bebê ficou horas na posse dos suspeitos, sendo levada ao bairro da Compensa, zona oeste. Foi lá que um mototaxista, que tinha ido cobrar uma corrida no local, encontrou a mulher muito debilitada e com dificuldades de falar.
Ela pediu que ele a ajudasse a voltar para casa, e o mototaxista a levou de moto para a delegacia de polícia, por volta das seis horas da manhã. A denúncia na polícia gerou as diligências que resultaram nas prisões dos suspeitos.
