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Esporte

Hamilton vence em Portugal e se torna maior ganhador de GPs na Fórmula 1

25 de outubro de 2020 Esporte
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Lewis Hamilton
Lewis Hamilton se tornou o maior vencedor de GPs (Foto: EPA/Franck Robichon)
Da Folhapress

SÃO PAULO – Lewis Hamilton, 35, tornou-se neste domingo, 25, o maior vencedor de corridas da história da F-1 de forma isolada. Com o primeiro lugar no GP de Portimão, o piloto inglês da Mercedes chegou à 92ª vitória na carreira e agora é o líder absoluto nesse quesito. Há duas semanas, em Nürburgring, ele havia igualado o então recorde de 91 triunfos do alemão Michael Schumacher.

O resultado deste domingo em Portugal também o coloca ainda mais próximo do heptacampeonato na categoria, marca que apenas Schumacher alcançou até hoje, com seus títulos em 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004.

Com 262 GPs na carreira, o hexacampeão (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019) disputou 256 corridas entre a 1ª e a 92ª vitórias, em 13 anos. Schumacher participou de 308 etapas até 2012, ano em que se aposentou da F-1.

O finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, e o holandês Max Verstappen, da Red Bull, completaram o pódio e mantiveram suas posições na classificação da temporada, mas cada vez mais distantes de Hamilton na pontuação.

Num ano em que tem se destacado novamente pelo seu domínio nas pistas e cada vez mais como um ativista social, o inglês deu entrevistas antes da prova com uma camiseta pedindo o fim da violência por forças de segurança na Nigéria.

A mensagem #endsars faz referência ao esquadrão da polícia que teria como finalidade combater crimes violentos no país. Num documento publicado pela Anistia Internacional em junho, chamado “Nigéria: Hora de Acabar com a Impunidade”, a ONG denuncia torturas e outras violações de direitos cometidas por integrantes do grupo.

“Todos nós temos a responsabilidade de nos educarmos e ampliarmos nossa consciência sobre as tragédias que acontecem no mundo ao nosso redor e agir onde pudermos. Os recentes acontecimentos na Nigéria são uma crise de direitos humanos”, escreveu o inglês em suas redes sociais.

As primeiras voltas da corrida, num autódromo estreante após as mudanças de calendário provocadas pela pandemia e sob garoa em alguns pontos, foram bastante agitadas.

Como previsto, Verstappen e Bottas duelaram pela segunda posição a partir da largada, mas o holandês espalhou e acertou Sergio Pérez quando voltava para a pista, perdendo posições.

As Mercedes e a Ferrari de Charles Leclerc tiveram dificuldades com o aquecimento dos pneus e foram ultrapassadas por Carlos Sainz, da McLaren, que assumiu a ponta. Hamilton também perdeu posição para Bottas e chegou a cair para a terceira colocação. Para completar o início surpreendente, Kimi Raikkonen conseguiu saltar da 16ª para a 6ª posição com sua Alfa Romeo.

Mas nada disso durou muito tempo. Logo as Mercedes voltaram a ocupar as primeiras posições, Hamilton passou Bottas e terminou com vantagem de 25 segundos para o finlandês. Verstappen e Leclerc também recuperaram suas posições de largada e nelas terminaram.

Gasly, Sainz, Pérez, Ocon, Ricciardo e Vettel completaram os dez primeiros. Cerca de 27 mil espectadores estiverem presentes no autódromo de Portimão. Inicialmente eram esperados cerca de 50 mil, mas a capacidade foi reduzida devido às novas restrições causadas pela pandemia.
No fim de semana que vem, Ímola volta a receber uma prova da F-1 após 14 anos. O Grande Prêmio da Emilia-Romagna será disputado no próximo domingo (1º), às 9h10 (de Brasília).

Maiores vencedores

1º Lewis Hamilton 92

2º Michael Schumacher 91

3º Sebastian Vettel 53

4º Alain Prost 51

5ºAyrton Senna 41

6º Fernando Alonso 32

7º Nigel Mansell 31

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Assuntos Fórmula 1, Lewis Hamilton
Cleber Oliveira 25 de outubro de 2020
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