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Dia a Dia

Habitante no Amazonas é o que come mais peixe no país e bebe pouco, mostra pesquisa

19 de novembro de 2020 Dia a Dia
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Criadores de peixe abastecem o mercado consumidor de Manaus (Foto: ADS/Divulgação)
Da Redação

MANAUS – O peixe compõe a dieta básica do habitante no Amazonas. No ano passado, 2,46 milhões (92,5%) de pessoas no estado consumiram peixe pelo menos uma vez na semana. Em Manaus, foram 1,39 milhão (89,3%). Esses percentuais de consumo são os maiores do Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Outras capitais com as maiores proporções foram: São Luís (86,3%), Belém (85,0%) e Macapá (77,5%). E aquelas com as menores proporções foram: Campo Grande (30,4%), Belo Horizonte (37,0%) e Goiânia (37,8%).

Os peixes são alimentos ricos em proteínas, vitaminas e minerais e possuem menor conteúdo de gordura quando comparados às carnes vermelhas e aves, sendo excelentes substitutos para as mesmas. No Brasil, 46,6% da população consumia peixe pelo menos uma vez por semana.

Além do Amazonas, as unidades da federação com as maiores proporções foram: Amapá (79,7%), Maranhão (77,2%) e Pará (75,8%). E aquelas com as menores proporções foram: Rio Grande do Sul (26,8%), Mato Grosso do Sul (28,5%) e Minas Gerais (29,1%).

A pesquisa revela também que grande parte dos amazonenses não possui hábito de consumir frutas e hortaliças, feijão, e também o hábito de praticar atividade física por lazer. O estudo foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde e foram ouvidas pessoas a partir dos 18 anos de idade.

Em relação às capitais, o consumo recomendado de frutas e hortaliças em Manaus foi de 11,0% (170 mil pessoas). Em todo o Amazonas foram 12,2% (325 mil pessoas). As capitais com as maiores proporções foram: Belo Horizonte (25,3%), Brasília (23,8%) e São Paulo (18,8%). E aquelas com as menores proporções foram: Rio Branco (8,2%), Fortaleza (8,6%) e Boa Vista (9,6%).

É importante destacar que quando se trata da condição em relação à força de trabalho (pessoas ocupadas versus pessoas desocupadas), observa-se que, no Amazonas, 12,6% (204 mil pessoas) das pessoas ocupadas consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças.

Apenas 5,8% (8 mil pessoas) das pessoas desocupadas consomem essa quantidade. Em Manaus, 11,0% (109 mil pessoas) das pessoas ocupadas consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Enquanto isso, apenas 4,5% (5 mil pessoas) das pessoas desocupadas consomem essa quantidade.

Feijão

Em 2019, no Brasil, o consumo regular (em cinco ou mais dias da semana) de feijão foi referido por 68,3% das pessoas no Brasil. No Amazonas, o consumo regular foi referido por 23,7% (631 mil pessoas).

As unidades da federação com as maiores proporções foram: Minas Gerais (83,1%), Rondônia (81,7%) e Paraíba (80,3%). E aquelas com as menores proporções foram: Amazonas (23,7%), Amapá (35,1%) e Santa Catarina (42,6%).

Refrigerante

Foi considerado consumo regular de refrigerante quando o morador disse beber pelo menos por cinco dias da semana. No Brasil, 9,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade consumiam regularmente refrigerantes. No Amazonas, o consumo regular foi referido por 9,7% (251 mil pessoas).

As unidades da federação com as maiores proporções foram: Goiás (15,0%), São Paulo (13,3%) e Rio de Janeiro (12,1%). E aquelas com as menores proporções foram: Piauí (3,3%), Maranhão (3,7%) e Bahia (4,5%).

Em relação às capitais, o percentual de pessoas de 18 anos ou mais de idade que tiveram consumo regular de refrigerante em Manaus foi de 10,9% (169 mil pessoas). As capitais com as maiores proporções foram: Recife (14,6%), Porto Alegre (14,4%) e Campo Grande (14,0%). E aquelas com as menores proporções foram: São Luís (4,4%), Teresina (5,9%) e Natal (6,3%).

Bebidas alcoólicas

O uso prejudicial do álcool é um dos maiores fatores de risco para a população. Em todo o mundo, 3 milhões de mortes por ano resultam do uso nocivo do álcool, representando 5,3% de todas as mortes. Esse uso é considerado uma das principais causas de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), bem como dos acidentes e violências.

O percentual da população com 18 anos ou mais de idade que costumava consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana, no Brasil, foi de 30%. No Amazonas, esse consumo regular foi referido por 14,4% (384 mil pessoas).

As unidades da federação com as maiores proporções foram: Rio Grande do Sul (34,0%), Mato Grosso do Sul (31,3%) e São Paulo (31,0%). E aquelas com as menores proporções foram: Acre (12,8%), Amazonas (14,4%) e Alagoas (16,0%).

Em Manaus, o percentual da população com 18 anos ou mais de idade que costumava consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana, foi de 14,8% (229 mil pessoas). As capitais com as maiores proporções foram: Salvador (40,2%), Florianópolis (40,2%) e Porto Alegre (39,4%). E aquelas com as menores proporções foram: Rio Branco (14,7%), Manaus (14,8%) e Porto Velho (19,2%).

Atividade física

Para o Brasil, a proporção de pessoas com 18 anos ou mais que praticaram o nível recomendado de atividade física no lazer foi de 30,1%. O percentual para o Amazonas foi de 30,2% (804 mil pessoas).

Em relação às unidades da federação, aquelas com as maiores proporções foram: Distrito Federal (42,7%), Amapá (36,1%) e Rio Grande do Norte (33,9%). E aquelas com as menores proporções foram: Rondônia (24,9%), Rio Grande do Sul (26,0%) e Santa Catarina (26,8%). Em Manaus, a proporção de pessoas com 18 anos ou mais que praticaram o nível recomendado de atividade física no lazer foi de 31,1% (482 mil pessoas), o menor valor percentual entre as capitais.

As capitais com as maiores proporções foram: Vitória (44,4%), Aracaju (42,9%) e Brasília (42,7%). E aquelas com as menores proporções foram: Manaus (31,1%), Boa Vista (31,7%) e Porto Velho (31,9%).

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Cleber Oliveira 19 de novembro de 2020
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