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Economia.

Greve dos petroleiros não deve afetar abastecimento de combustível no Amazonas

25 de novembro de 2019 Economia.
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Petroleiros se mobilizam na Reman em greve pela defesa do emprego (Foto: Sindipetro/AM/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis não devem ser afetados pela greve dos petroleiros, que adotaram o atraso e redução de trabalhadores na troca de turnos no Amazonas no primeiro dia de paralisação, nesta segunda-feira, 25. O movimento é nacional e a intenção é pressionar a Petrobras a rever demissões.

No Amazonas, a categoria se mobiliza em Coari e em frente a Reman (Refinaria Isaac Sabbá), no Distrito Industrial, zona leste de Manaus. O movimento vai até sexta-feira, 29, conforme decisão acatada pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM) seguindo orientação da FUP (Federação Única dos Petroleiros). 

Os petroleiros alegam descumprimento das cláusulas 41 e 86 do Acordo Coletivo (ACT), que tratam das violações na manutenção dos empregos e postos de trabalho. Com redução de trabalhadores, as entidades sindicais alegam que alimentam os riscos de acidentes nas refinarias. 

A categoria também é contra a venda de quatro refinarias nos estados de Pernambuco, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. Consideram que isso é o início do plano de vendas da Petrobrás. A Reman está incluída na segunda fase de venda, junto com as refinarias de Minas Gerais, Ceará e a Unidade de Industrialização do Xisto (Six) no Paraná. 

Em carta aberta à população, a FUP e os sindicatos denunciam o desmonte e convidam a população a defenderem a estatal e tomarem conhecimento da realidade do descaso da atual gestão do sistema com a privatização das refinarias. Confira a carta na íntegra.

Carta a aberta à população

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Os brasileiros sabem da importância da Petrobrás e têm orgulho do crescimento e do desenvolvimento social e econômico que a empresa traz para o País. São pessoas que reconhecem a presença da Petrobrás no seu dia-a-dia. O petróleo da Petrobrás está no transporte de carros e ônibus. Está nos caminhões que cruzam o Brasil, levando as mais diversas cargas, dos remédios aos alimentos; do eletrodoméstico às matérias-primas. Está presente também nos fertilizantes usados para produzir a comida que vai para a mesa, roupas que usamos, peças de eletrônicos, celulares e computadores.

Contudo, sem dar ouvidos à opinião pública, a atual gestão da Petrobrás vem implementando um processo gradual de enfraquecimento da companhia. Um importante sinal disso é o brutal corte de trabalhadores, o que contribui para as altas taxas de desemprego do Brasil. Em cinco anos, um em cada quatro trabalhadores da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados foram dois em três. São mais de 270 mil pessoas que perderam seu trabalho. Considerando suas famílias, podemos falar em mais de 1 milhão de pessoas atingidas.

Esse imenso corte de trabalhadores coloca em risco toda a sociedade, por aumentar também as chances de graves acidentes. Os brasileiros ainda não se esqueceram da P-36, então a maior plataforma do mundo, afundando no mar com 11 mortos. E os vazamentos de petróleo e combustíveis que já ocorreram no País não foram piores justamente porque a Petrobrás desenvolveu experiência, investiu em pessoas e capacitou recursos humanos para responder a incidentes com a devida rapidez.

A Petrobrás ainda vem sendo atacada em outras frentes. Na redução da atividade de refino, diminuindo a produção de gasolina e diesel no Brasil e aumentando a importação desses combustíveis, a preços mais altos. Na venda do controle da BR Distribuidora, a maior distribuidora de combustíveis do País. Na venda de outros ativos, como campos de petróleo, termelétricas, fábricas de biodiesel e fertilizantes, transportadoras e distribuidoras de gás. Sem falar nos planos de vender oito das suas 15 refinarias.

Nós, petroleiros e petroleiras, estamos mobilizados para mostrar o desmonte hoje em curso na Petrobrás e destacar essa agenda, que é da maioria da sociedade brasileira.

A Petrobrás é sua

A Petrobrás é nossa.

A Petrobrás é do Brasil.

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Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e redução de dividendos

Assuntos greve dos petroleiros, Petrobras
Cleber Oliveira 25 de novembro de 2019
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