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>Dia a Dia

Governo mantém reajuste de 4,73% aos professores, mas propõe abonar faltas e desistir de ação judicial

22 de maio de 2019 >Dia a Dia
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PROTESTO-PROFESSORES-ALE
Sindicatos vão marcar assembleias para decidir se encerram a greve (Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL)
Da Redação
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MANAUS – O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, e o presidente da ALE-AM (Assembleia Legislativa do Amazonas), Josué Neto, acompanhados de representantes da Seduc (Secretaria de Educação, Sefaz (Secretaria de Fazenda) e da PGE (Procuradoria Geral do Estado) reuniram-se, na manhã desta quarta-feira, 22, na sede do governo, para fechar nova proposta ao Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) e ao Asprom-Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus). Na proposta, está mantida a reposição salarial de 4,73%, avanço no auxílio-localidade e reafirmação de compromissos já assumidos pelo Governo Estadual.

Como parte da proposta, o Governo do Amazonas se compromete a desistir da ação judicial e o cancelamento dos efeitos das penalidades consequentes aos professores grevistas, incluindo o abono de faltas.

Os sindicatos prometeram se reunir em assembleia geral para decidir se mantêm ou encerram a greve. A data da assembleia ainda será decidida pelos comandos de greve dos dois sindicatos.

Conforme a proposta, e o Projeto de Lei já encaminhado pelo governador Wilson Lima à ALE na semana passada, haverá reposição salarial de imediato de 3,89% (inflação acumulada dos últimos 12 meses) somado a 0,81% (perda residual inflacionaria do período 2015 – 2018). Com isso, a garantia imediata de uma reposição salarial de 4,73%, retroativo a março/2019.

A Assembleia Legislativa deve apresentar três emendas ao projeto do governo, que beneficiam os professores. Uma delas altera o tempo para as progressões horizontal e vertical, que são feitas a cada quatro anos, passando a ser a cada três anos. Também será alterado o percentual de ganho nas progressões. Outra emenda torna as progressões verticais automáticas. Essas medidas foram acertadas em uma reunião à tarde na Assembleia Legislativa.

Na proposta, o Governo do Amazonas se comprometeu a criar Comissão Especial para avaliar viabilidade legal, financeira e orçamentária da Proposta de recomposição das perdas financeiras e outros assuntos pertinentes apresentados pelo Sinteam e Asprom-Sindical, da mesma forma como houve no período de negociação da data-base.

A Comissão Especial será formada por representantes indicados pelo Sinteam e Asprom/Sindical; por representantes do Governo do Amazonas, via Secretaria de Fazenda, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Secretaria Estadual de Educação; Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas e representantes dos professores da base. Ao final dos trabalhos da Comissão Especial deve ser emitida Nota Técnica conjunta sobre viabilidade legal, financeira e orçamentária da proposta.

Conforme a proposta, se houver viabilidade legal, financeira e orçamentária, mediante resultados dos estudos dessa Comissão Especial, o Governo do Amazonas se compromete a incluir o valor desta reposição salarial escalonada como previsão orçamentária para o ano de 2019/2020, desde que o limite de gastos com pessoal esteja abaixo do limite prudencial da LRF, de 46,55%.

Progressões

Como parte da proposta, o Governo do Amazonas, via Secretaria de Educação, vai aperfeiçoar o sistema de concessão da progressão horizontal aos servidores da educação, reduzindo o tempo de concessão de 4 para 3 anos, e estudar a viabilidade orçamentária de aumentar o percentual financeiro de 2% para 5% de cada migração de referência.

Como havia se comprometido, o governo reafirmou na proposta que vai conceder de forma imediata as progressões verticais (por titulação), a 1,7 mil servidores, nos seguintes percentuais: 12% (especialista); 50% (mestre); 55% (doutor), no prazo de até 60 dias. Isso ocorrerá mediante emenda aditiva ao Projeto de Lei n.º 293/2019.

Há ainda o compromisso do Governo do Amazonas de aperfeiçoar o sistema de concessão desta Progressão, avaliando a possibilidade de torná-la automática. Compromisso que deve ser firmado com a retomada da Comissão de Estudo do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações da Educação (PCCR), Lei nº. 3.951/2013.

Auxílio-localidade

No reajuste do auxílio-localidade, compromisso já assumido pelo governo, houve avanço na nova proposta, que é de reajuste imediato do benefício nos seguintes valores: R$ 80,00 para servidores da Educação das sedes do interior e R$ 120,00 para servidores da Educação atuantes nas zonas rurais dos municípios.

O Governo do Amazonas também se comprometeu a incluir no Projeto de Lei da data-base, a mudança do auxílio-localidade de verba remuneratória para verba indenizatória.

Vale-transporte e alimentação

A proposta inclui, ainda, a concessão imediata do vale-transporte para os servidores da educação, com carga horária de 40 e 60 horas por Cadastro de Pessoa Física (CPF), que exercem suas funções na cidade de Manaus, o que será feito por decreto do governador Wilson Lima.

O compromisso do governo de acrescentar, de imediato, R$30,00 ao valor do auxílio-alimentação para todos os servidores da educação, passando de R$ 420,00 para R$ 450,00 também está na proposta, e será feito por decreto do governador.

Plano de saúde

O plano de saúde dos servidores também fez parte das discussões, que resultaram no compromisso do governo, através da Seduc e Sefaz, em conjunto com a ALE, de debater e avaliar a possibilidade de estender o atendimento e a estrutura médico-hospitalar do plano de saúde Hapvida, atualmente circunscrito a Manaus, a todos os municípios do interior do Amazonas, ou aos municípios polos.

Também estudará estender o atendimento médico-hospitalar do plano de saúde Hapvida aos servidores inativos da educação, em que a contrapartida financeira seja dada pela Amazonprev. E vai avaliar, ainda, o contrato firmado com a Hapvida, visando a melhoria do atendimento dos profissionais do interior.

PCCR

Em prazo curto de até 60 dias, a proposta prevê que deverá ser recomposta a Comissão de estudo do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações) da Educação, Lei nº. 3.951/2013, com a garantia de permanência nessa Comissão de representantes do Sinteam, Asprom/Sindical e dos professores da base.

Calendário único

A Seduc, conforme a proposta, deverá encaminhar Calendário Único de reposição das aulas nas escolas que paralisaram total e parcialmente as atividades educacionais. Para as unidades em que os professores não aderiram à greve, o calendário que será encaminhado é o de regime especial. Em ambos os casos, tais calendários serão analisados e aprovados pelo Conselho Estadual de Educação.

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Assuntos ALE-AM, Asprom Sindical, greve dos professores, Seduc-AM, Sinteam
Valmir Lima 22 de maio de 2019
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