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Política

General Mourão defende Constituição sem parlamentares eleitos

14 de setembro de 2018 Política
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Hamilton Mourão foi anunciado como vice de Bolsonaro na disputa para presidente da República (Foto: Reprodução/Facebook)
Declarações foram feitas em palestra no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba (Foto: Reprodução/Facebook)

Do Estadão Conteúdo

PARANÁ – O candidato à vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão (PRTB), defendeu, nesta quinta-feira, 13, que o Brasil precisa de uma nova Constituição elaborada por “notáveis” e aprovada em plebiscito pela população, sem a eleição de uma Assembleia Constituinte.

O candidato disse que a elaboração da última Constituição brasileira, de 1988, por parlamentares eleitos, “foi um erro”, e defendeu que a nova Carta deveria ser criada por “grandes juristas e constitucionalistas”. As declarações foram feitas em palestra no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba.

“Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo. Já tivemos vários tipos de Constituição que vigoraram sem ter passado pelo Congresso eleitos”, defendendo que esse tipo de documento, sem a participação de eleitos, já esteve em vigor em períodos democráticos do País, não apenas durante a ditadura.

Mourão acrescentou que defende pessoalmente essa opinião, que não representaria as ideias de Bolsonaro. “Teria que partir para a reforma de todas as reformas. Teríamos que ter uma nova Constituição, mas, no momento, julgo que isso é uma coisa muito difícil de a gente conseguir. Então, a regra é clara: partir do mais fácil para o mais difícil.”

Para o candidato, essa “nova” Constituição deveria ser mais “enxuta” que a atual, parecida com a norte-americana, contendo apenas princípios e valores gerais para reger o País. “O restante, como o horário de trabalho do bancário, o juro tabelado, essas coisas, isso (deve estar) em lei ordinária, porque muda de acordo com os valores e o tempo”, afirmou Mourão.

Em relação à campanha presidencial, o general da reserva descartou a possibilidade de mudança do nome na cabeça de chapa depois do atentado sofrido por Bolsonaro, que continua internado. Segundo o general, o deputado federal deve estar pronto “para liderar o processo” em três semanas, mas ainda não totalmente recuperado para participar de manifestações de rua. “É ele quem as pessoas vão eleger. Ninguém vai me eleger, eu sou o apêndice”, declarou.

O general admitiu que houve prejuízo na campanha com a impossibilidade de Bolsonaro participar dos atos, mas afirmou que não mudou sua agenda de campanha depois do atentado. Mourão também afirmou que está com a segurança de campanha melhor reforçada depois do atentado e usando colete a prova de balas.

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Assuntos Bolsonaro, Constituição, general, Mourão
Redação 14 de setembro de 2018
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