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Dia a Dia

Galeria dos Ingleses já não dá conta da drenagem no Centro de Manaus

12 de outubro de 2025 Dia a Dia
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Chuva deixa o Centro de Manaus debaixo de água (Imagem: Reprodução/redes sociais)
Chuva deixa o Centro de Manaus debaixo de água (Imagem: Reprodução/redes sociais)
Por Feifiane Ramos, do ATUAL

MANAUS — O período de chuvas intensas em Manaus expõe um problema histórico no Centro da cidade: a Galeria dos Ingleses, principal sistema de drenagem pluvial da região central, não dá mais conta de escoar a água acumulada. O resultado são alagamentos frequentes de ruas que afetam o trânsito, o comércio e geram riscos às fundações de prédios antigos.

As galerias subterrâneas foram construídas entre o final do século XIX e início do século XX para atender à demanda de saneamento da população. Elas surgiram após o aterramento de igarapés na região.

Feitas com tijolos cerâmicos maciços, as galerias foram projetadas para cerca de 60 mil habitantes. Sua função era armazenar e drenar a água dos igarapés aterrados, garantindo a drenagem adequada da área central da cidade naquele período.

Marcos Castro de Lima, geógrafo da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e especialista em geografia, planejamento e gestão urbana, disse ao ATUAL que a galeria “já não suporta mais, já não dá conta”, por ser construída em uma época em que a cidade tinha outra configuração urbana.

Ele comenta que “por incrível que pareça, e por mais irônico que seja, é o único ponto da cidade que tem uma galeria realmente que condiz com a questão do escoamento de uma cidade como Manaus, com uma expressiva rede de igarapés”.

No entanto, alega que a estrutura foi projetada para outra realidade e, hoje, não atende mais à demanda. “Infelizmente, nós não temos um sistema de drenagem adequado em Manaus. A cidade cresceu de forma rápida e sem planejamento técnico, o que ocasiona a rápida saturação das galerias precárias quando há chuva”, afirmou.

Neste sábado (11), vídeos divulgados nas redes sociais registraram o Mercado Adolfo Lisboa, o “Mercadão”, alagado pelas águas da chuva. O registro mostrou que a infiltração prejudica comerciantes e frequentadores.

A água da chuva invadiu o mercado (Imagem: Divulgação/WhatsApp)

A Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) informou ao ATUAL que realiza limpeza e manutenção periódica da galeria e de outras redes de drenagem da cidade. Segundo a secretaria, “somente no ‘Mutirão do Centro’, iniciado há dois meses, foram executadas 43 intervenções de recuperação de rede de drenagem profunda, além da desobstrução e limpeza de 88 caixas coletoras e da recuperação de outras 37”.

Conforme a secretaria, as ações fazem parte de um esforço concentrado para recuperar o sistema de drenagem da área central e reduzir riscos de alagamentos durante o período chuvoso. Nos últimos quatro anos, foram executados 45,3 mil metros de novas redes de drenagem e 46,3 mil serviços de limpeza em caixas coletoras.

A secretaria alerta que o descarte irregular de lixo é um dos principais fatores que comprometem o escoamento. “Em média, 2,6 toneladas de resíduos são recolhidas diariamente das vias públicas, grande parte carregada pela chuva para dentro das galerias, comprometendo o fluxo da água”, informou a Seminf.

Castro, no entanto, reforça que o problema vai além da limpeza. Ele explica que o sistema da capital não é adequado para o volume de chuva e para o grau de impermeabilização do solo atual.

“Nós concretamos, colocamos asfalto e não deixamos áreas de escape para o escoamento superficial da água. A chuva busca as áreas mais baixas e, quando as galerias são pequenas ou estão obstruídas, ocorre a saturação e o transbordamento”, disse.

O especialista acrescenta que o nível do Rio Negro também influencia nos alagamentos do Centro. “O rio acaba represando a água, sobretudo das galerias. Não é o Rio Negro que transborda, são as galerias que saturam. Elas ficam represadas pela água do rio, e todo aquele esgoto aflora. Por isso há aquele odor fétido”.

A Galeria dos Ingleses é considerada uma estrutura histórica, implantada há mais de um século, segundo a Seminf, em um contexto urbano totalmente diferente do atual. Mesmo assim, continua sendo fundamental para o escoamento das águas no Centro.

Em abril de 2022 um trecho da Avenida 7 de maio cedeu (Foto: Márcio Melo/Seminf)

“Estudos técnicos estão em andamento para identificar pontos críticos e propor soluções que modernizem o sistema de drenagem, levando em conta o adensamento urbano e a influência do nível do Rio Negro”, informou a secretaria.

Casarões e prédios antigos sob risco

Os alagamentos frequentes podem causar danos estruturais a imóveis históricos. Marcos Castro afirma que “a infiltração da água pode sim prejudicar as estruturas desses casarões”, construídos com técnicas de outra época. Segundo ele, é preciso promover um sistema de drenagem adequado para evitar que essas construções continuem sofrendo com inundações frequentes.

O geógrafo ressalta que medidas de curto prazo costumam ser apenas paliativas. Para ele,Manaus precisa de um processo contínuo de reestruturação urbana, com planejamento e continuidade de políticas públicas.

“É necessário construir um sistema de drenagem adequado, com galerias amplas, principalmente em áreas adensadas e impermeabilizadas”, afirmou.

Entre as alternativas, Castro cita a ampliação das galerias no modelo inglês, além da criação de parques e áreas verdes, que ajudam na absorção da água das chuvas.

“O Centro é uma área totalmente impermeabilizada e pouco arborizada. Ampliar o sistema de galerias e criar alternativas de drenagem são medidas essenciais para evitar que a região continue enfrentando os mesmos problemas a cada inverno amazônico”, concluiu.

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Assuntos Centro de Manaus, galeria dos ingleses, manchete
Feifiane Ramos 12 de outubro de 2025
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