A velha e consagrada Seleção Canarinho já está de volta. Quem a convocou? Dunga e os Cavaleiros do Apocalipse. As velhas questões voltam como se a Copa do Mundo do Brasil estivesse para começar. Por que convocar quem terá trinta e quatro anos na próxima Copa? Por que não convocou o Ganso?
A grande verdade é que mataram a galinha e comeram os ovos de ouro aqui no Brasil. Os nossos craques perderam o valor no Mercado da Bola e os nossos vendedores devem ir atrás e articular novos mercados. Vem aí uma nova hecatombe. Se continuarem a fazer jogos caça-chumbos nos Estados Unidos, correremos o risco de ficar assistindo à próxima Copa do Mundo, daqui de casa. Isso, competição sem a nossa seleção, já aconteceu com Robinho & Cia, em Olimpíadas triste e recente. Brincaram, tiraram as calças em aeroporto e perderam a vaga. O mesmo grupo de idade está pronto para uma Copa de adultos, homens de vinte oito e vinte nove anos.
Hoje, à tarde, final de agosto de 2014, vimos o Flamengo golear o Criciúma, 2 x 0, e deixa-lo no Z-4. O craque do Mengão que mais correu, em Santa Catarina, temperatura amena, desenvolveu sete quilômetros. A Alemanha começou a Copa correndo oito quilômetros e, na final, o Schweinsteiger chegou a inimagináveis dezesseis mil metros. E os seus alas e meias o acompanharam. Ninguém ficou procurando o atalho. Só os geniais comandados de Felipão e Parreira, os Revolucionários do Futebol sem treinamento, sonham com este capítulo. Os pesquisadores do atalho.
Estou vendo as mesas redondas repetirem craques que dizem:
– Não precisa correr tanto, é só dar os passes rápidos e acertar os atalhos. É só fazer a bola correr.
– É a velha e burra malandragem brasileira. E os “craquitos” que repetem essas bobagens são acompanhados por técnicos e comentaristas. Nós, atualmente, não damos passes rápidos e nem fazemos a bola correr.
Os nossos jogadores de elite se escondem das corridas aeróbicas de oito quilômetros, diárias, e o Mourinho já não paga motocicletas para ir buscar os brasileiros que param e pedem caronas. Durante a Copa do Mundo, um jogo terminou na sexta-feira e a nossa seleção voltou a reunir na segunda, para pegar o avião.
A nossa seleção foi, recentemente, escalada para treinar com dois selecionados da América do Sul. É o contrário: os dois selecionados da América do Sul é que estarão treinando com uma seleção que um dia foi forte. Colômbia e Equador se divertirão com os nossos craques de momento e os compradores, fora da janela de venda, farão suas reservas.
Uma picaretagem!
Vamos e Venhamos! Ninguém sentiu tristeza de uma derrota para a Alemanha, pois sabíamos que a nossa seleção não valia nada. Sentimos foi “Vergonha” de mostrar ao mundo a canalhice que continua sendo o nosso futebol.
Esta semana vimos seleções sub-20 e femininas: uma tragédia a mostrar o que teremos nas Olimpíadas.
Hoje, pela madrugada, assistimos às espetaculares “Meninas do Volei” desfilarem sobre uma passarela de seriedade, beleza e competência ao vencerem o Deca Gran Prix de Volei, contra, ou com, a sensacional e bem treinada equipe do Japão, em Tokyo.
Êxtase total ao acordar!
O velho e cansado futebol brasileiro só temos um caminho: a busca pela força com velocidade, que é a potência dos alemães, juntamente com os dribles dos brasileiros ilustres, ou veremos a primeira Copa do Mundo de Futebol sem o Brasil.
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Roberto Caminha Filho, nacionalino, sente saudade dos dribles do Ronalducho.
