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Geral

Fluxo na Cracolândia diminui, mas só metade termina tratamento

26 de dezembro de 2017 Geral
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Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Desafio da área da saúde, a Cracolândia foi alvo de inúmeras polêmicas no primeiro ano da gestão Doria. Após operação policial na área, em maio, o prefeito chegou a dizer que a Cracolândia havia acabado. Dias depois, anunciou a tentativa de buscar autorização judicial para fazer internações à força, o que acabou barrado. A Prefeitura de São Paulo optou, então, por fazer só internações voluntárias.

Hoje, segundo a Prefeitura, o chamado fluxo – concentração de usuários de droga – foi reduzido drasticamente, de 1.861 pessoas em abril para 414 em outubro. Moradores e comerciantes da área têm opiniões distintas sobre a operação. “O fluxo reduziu mesmo, não tem mais barracas e a feira livre de droga. Antes não dava nem para andar na rua”, diz o comerciante José Martins, de 55 anos.

Dona de uma pensão na Alameda Dino Bueno, Maria das Graças Bernardino, de 54 anos, tem percepção diferente. “Eles tiraram a Cracolândia da nossa porta para botar do nosso lado. A região continua degradada e ninguém quer frequentar. Minha pensão vive vazia.”

Para Doria, como endereço, a Cracolândia acabou. “Ali (ao redor da Praça Júlio Prestes) ainda tem o consumo e tem o tráfico. Mas não tem uma área de domínio de facção criminosa como existia”, disse ele.

Em busca de ajuda

Quanto ao atendimento dos dependentes químicos, a gestão municipal diz que tem crescido o número de usuários que buscam tratamento. Em maio, no início do programa Redenção, eram 18 pacientes por dia. Hoje, são 27, segundo dados oficiais.

Entre os que optam pela internação para desintoxicação, porém, só metade termina o tratamento de quatro semanas. Como as internações são todas voluntárias, o paciente pode sair quando quiser. Desde maio, 2.673 dependentes já foram internados pelo programa.

Coordenador do Redenção, o psiquiatra Arthur Guerra disse que o índice de cumprimento do tratamento já vem aumentando. “Em julho 30% completavam o tratamento. Hoje o índice já é de 52% porque melhoramos as abordagens e as indicações de quem precisa ser internado, mas precisamos aprimorar ainda mais esses processos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Assuntos cracolândia, Dória, sao paulo, saúde
Redação 26 de dezembro de 2017
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