

Por Felipe de Paula, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – Os advogados do senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmaram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que “a inteligência artificial apenas ampliou os recursos técnicos disponíveis, não sendo viável nem mesmo factível sua completa eliminação da vida política e nem constitucionalmente legítimo presumir, em todo emprego dessa ferramenta, fraude ou manipulação ilícita do eleito”.
A manifestação foi enviada às vésperas de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reunir seus pares para discutir uma ação do PT contra a divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial. O vídeo foi exibido na convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência.
“Fantoches, animações, caricaturas, avatares, dublagens, charges, personagens digitais e representações gráficas sempre integraram a comunicação política. A inteligência artificial apenas ampliou os recursos técnicos disponíveis, não sendo viável nem mesmo factível sua completa eliminação da vida política e nem constitucionalmente legítimo presumir, em todo emprego dessa ferramenta, fraude ou manipulação ilícita do eleito”, diz o parecer.
A defesa de Flávio sustenta que o vídeo não configura irregularidade eleitoral e pediu ao TSE que rejeite a ação apresentada pelo PT. Os advogados levaram à Corte um novo parecer jurídico com argumentos sobre os limites para o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais.
