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Esporte

Filha de Maradona chora em julgamento e dispara contra médicos: ‘Fomos manipuladas’

21 de abril de 2026 Esporte
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Giannina e Diego Maradona
Giannina Maradona acompanhou o julgamento dos médicos acusados de serem responsáveis pela morte de Diego Maradona (Fotos: Reprodução)
Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO Giannina Maradona esteve no banco de testemunhas do Tribunal de San Isidro, na Argentina, nesta terça-feira, para o terceiro dia do julgamento sobre a morte de seu pai, em 2020. Ela acuou o médico neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz de terem manipulado a família do astro por internação domiciliar inadequada após cirurgia cerebral.

“Eles nos diziam a todo tempo que o importante era meu pai não consumir álcool. Depois, que o uso de álcool era zero. A manipulação foi absoluta e horrível”, acusou a filha de Maradona, que não segurou as lágrimas quando contava cada detalhe dos últimos dias do pai.

“Sempre que eu falava com meu pai e dizia que ia para a casa dele, davam mais comprimidos ou álcool para ele, criando uma situação ruim para que eu quisesse ir embora. Meu pai era a pessoa mais rápida do planeta e estava piorando cada vez mais”, lamentou.

Antes de cair em lágrimas mais uma vez, Giannina mostrou um foto de seu pai com 59 anos, antes de visitá-lo em seu 60º aniversário e para demonstrar a piora. “Cheguei à casa do meu pai com minha melhor amiga e meu filho. Lá fora, os fãs cantavam e vibravam. Estava lotado. Ele estava vestido com um agasalho, com o olhar distante”, contou. “Ele estava olhando fixamente para o fogo na lareira e eu disse ‘feliz aniversário’. Meu pai apenas olhou para a camiseta do Benja (seu neto). Ele tinha uma foto dele com o Caniggia, mas não se reconheceu”, revelou Gianinna, acusando maus tratos ao pai.

De acordo com a Agência Argentina de Noticias, Gianinna definiu Luque ao longo do julgamento como “rei da manipulação” e “grande ator”. Ainda acusou o médico de mentir sobre o tratamento domiciliar. “Ele afirmava que ia ver meu pai todos os dias. E nos dizia que era importante que descemos espaço a ele.”

Um áudio de Carlos Díaz com a equipe médico foi exibido no julgamento, no qual o psicólogo pede para “passar a bola”, ou seja, pararem com o tratamento e deixarem o jogador vir a óbito. “Isso me deixa com raiva”, reagiu, indignada, Giannina. A filha ainda acusou Cosachov de impedir que os enfermeiros Ricardo Almirón e Dahiana Madrid, de uma empresa terceirizada, vissem Maradona.

O julgamento ainda não tem data para terminar e, além de Luque, Cosachov e Díaz, outras quatro pessoas da equipe médica podem ser condenadas até 25 anos de prisão pela morte de Maradona. Os áudios em aplicativo de mensagens nos quais diziam que precisavam se proteger é uma das provas de que os médicos não agiram com correção no tratamento.

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Assuntos Diego Maradona, filha, julgamento, Maradona, médicos
Valmir Lima 21 de abril de 2026
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