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Negócios

Empresas lucram com suas causas, que vão de inclusão digital a alimentação natural

26 de fevereiro de 2021 Negócios
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Os sócios Viviane Palladino, Lilian Glaisse (sentada) e Filipe Mori, fundadores da Mais Vívida (Foto: Divulgação)

Flávia G. Pinho, da Folhapress

SÃO PAULO – Aos poucos, crescem no Brasil os negócios de impacto, que são aqueles que se propõem a gerar benefícios à vida das pessoas e ao planeta, além do retorno financeiro.

O conceito ainda é novo no país e, por isso, mal compreendido, adverte Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, organização sem fins lucrativos de fomento de negócios de impacto social no Brasil.

“Muita gente acha que eles funcionam como ONGs, que não podem trabalhar com um fluxo de capital normal e não devem distribuir lucros. Pelo contrário, um negócio de impacto precisa ser gerido como qualquer outro”, ela diz.

Só que, tão importante quanto a gestão financeira, segundo a especialista, é a conexão autêntica entre o empreendedor e sua causa. “É possível ser movido por uma paixão genuína e querer ganhar milhões também.”

Paixão pela causa é o que não falta aos sócios Viviane Palladino, 42, Lilian Glaisse, 41, e Filipe Mori, 36, fundadores da Mais Vívida.

Os três se conheceram em 2019, durante um programa de MBA, e tinham um problema em comum: parentes idosos que passavam muito tempo sozinhos em casa, sem vida social ativa. Desse incômodo, nasceu a startup.

Uma equipe de atendentes entre 18 e 35 anos ensina idosos a lidar com a tecnologia no dia a dia. Nas aulas, que custam R$ 60 por hora ou a partir de R$ 250 por mês, com encontros semanais, eles aprendem a navegar nas redes sociais e a usar os recursos do smartphone, entre outras lições práticas.

“Ensinamos tecnologia, mas entregamos fator humano. A atenção exclusiva que os idosos recebem naquela tarde pode ser seu único evento social da semana”, diz Viviane.

Até fevereiro de 2020, a Mais Vívida realizava cem atendimentos por mês, com ticket médio de R$ 90.

Quando veio a pandemia, os atendimentos presenciais foram inteiramente suspensos, mas aos poucos vêm sendo retomados no formato online. Para surpresa dos sócios, surgiu até um novo perfil de cliente

“Se antes a faixa etária predominante era de 70 a 90 anos, agora tem aparecido gente mais nova, em torno dos 60, que precisa aprender a usar recursos tecnológicos para trabalhar. Uma de nossas clientes tem um brechó com uma amiga e não sabia controlar o estoque pelo Google Drive”, conta a empreendedora.

A meta dos três sócios, agora, é adotar um novo modelo de negócio para turbinar o faturamento. Além de trabalhar com o consumidor final, a Mais Vívida quer ter empresas entre os seus clientes. Com isso, espera chegar ao fim de 2022 faturando R$ 2,5 milhões.

Focar em contratos com grandes empresas também é a estratégia da bióloga Luísa Haddad, 34, fundadora da Pé de Feijão. Ela criou a empresa em 2014, com a meta de democratizar o acesso a alimentos naturais de qualidade.

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Assuntos empresas, Inclusão Digital, ONG
Redação 26 de fevereiro de 2021
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