
Da Redação
MANAUS – Em março deste ano o Amazonas registrou 6.001 nascimentos e 2.324 mortes – 3.677 nascimentos a mais, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil. É a maior diferença desde janeiro quando foi de apenas 11%. No último mês, o percentual foi de 158%.
Em janeiro, pior mês da pandemia de Covid-19 no Estado, a diferença foi de apenas 437 recém-nascidos. Foram 4.290 nascimentos e 3.853 óbitos. Em fevereiro, mês também de alta incidência da doença, foram 4.722 nascimentos e 3.698 óbitos – diferença de 1.024 registros.
Marcelo Lima Filho, presidente da Anoreg-AM (Associação dos Notários e Registradores do Amazonas), afirma que os números auxiliam o Poder Público na tomada de decisões relacionadas ao enfrentamento da Covid-19. “Espera-se que essa diminuição continue, mas, para isso, a população deve seguir com as práticas de prevenção que, aliadas à vacinação em andamento, nos dá a esperança de um futuro sem esses dados alarmantes”, disse.
Nos últimos anos, em média, eram registrados 5 mil nascimentos a mais em relação ao total de mortes, ainda segundo dados do Portal da Transparência.
Cenário nacional
Enquanto o Amazonas se recupera dos impactos da segunda onda, o Brasil vive o mesmo momento crítico. A alta no número de mortes no mês de março provocou um fenômeno inesperado no país: a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, que atingiu o menor patamar da série histórica.
Com 227.877 nascimentos e 179.938 óbitos, a diferença entre ambos ficou em apenas 47.939 atos, o que equivale a 27%, e uma redução histórica de 72% desde o início da pandemia em março de 2020.
