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Expressão

Em debate quente, Braga sai da defensiva e ataca Melo e Ramos

10 de setembro de 2014 Expressão
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Em um debate quente entre os candidatos ao Governo do Amazonas, na TV em Tempo (SBT), o candidato Eduardo Braga (PMDB) deixou de lado a atitude propositiva do primeiro confronto, no mês passado, na TV Band, e partiu para o ataque. O alvo principal do senador era o governador José Melo (Pros),que busca a reeleição, mas ele também “mordeu o calcanhar” de Marcelo Ramos (PSB) e até o de Chico Preto (PMN). Só escapou o representante do Psol, Abel Alves. Em duas oportunidades, Braga duelou com José Melo. Na primeira, sobre saúde, o governador perguntou porque o senador não concluiu cinco hospitais no interior do Estado cujas obras se arrastaram por mais de 12 anos. Braga aproveitou para pintar um quadro caótico na saúde do Estado e culpou a gestão de Melo e Omar Aziz (PSD), candidato ao Senado. Afirmou que construiou 41 unidades de saúde e deixou recursos para novas obras, que não foram feitas pela dupla que o sucedeu no governo. Depois foi Braga quem perguntou a Melo sobre o que ele chamou de crise na segurança pública e disse que a realidade é bem diferente da fantasia da propaganda governamental. Melo ficou na defensiva, mas os números apresentados foram contestados. Depois, Marcelo Ramos entrou na conversa, classificou de patética a troca de acusações entre Braga e Melo e apresentou números sobre homicídios que conflitavam com os de Melo e Braga. Como no primeiro debate, Ramos acusou Braga e Melo de serem “irmãos siameses” por pertencerem ao mesmo grupo político.

Ramos na EMTU

Eduardo Braga reagiu às críticas de Marcelo Ramos, trouxe à tona a passagem dele pela extinta Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU) e disse que o deputado “acabou com o transporte coletivo de Manaus”. Sobrou até para Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, a quem Braga acusou de ter contribuído para aumentar os problemas do transporte público na capital.

Chico apanha

Chico Preto, que procurou no debate manter uma linha mais propositiva, insistiu na tese de que os governos de Melo e Braga lotearam a Secretaria de Produção Rural (Sepror) em troca de apoio político e que o PCdoB foi o responsável pela situação de abandono a que se encontra o setor primário. Veio de José Melo a resposta. O governador o acusou de oportunista. “Até recentemente, quando você era aliado do governo, você fazia vários elogios ao governo do Omar”, disse Melo a Chico.

Debochado

Enquanto os adversários falavam, Braga fazia caras e bocas e ria muito fora do alcance das câmeras. Fez isso quando Marcelo Ramos falava em melhorar a aviação regional. Ria e balançava a cabeça quando Melo falava de investimentos do governo dele no setor primário. Riu muito quando Abel Alves disse que era único candidato diferente dos demais. E voltou a fazer quando Marcelo Ramos fazia as considerações finais, atacando o candidato do PMDB. Desta vez, Marcelo Ramos não se conteve: “É engraçado, né!”.

Nomes pra marcar

Braga fez questão de enfatizar os nomes de Melo e Omar quando falava dos problemas que ele percebe na gestão do Estado. “O governo de Melo e Omar, Omar e Melo”, repetiu o senador, exaustivamente, durante o debate. Em determinado momento, Marcelo Ramos lembrou que Melo e Omar, Omar e Melo eram do grupo de Braga e disse que foi ele quem os colocou no governo, apoiando a eleição de ambos em 2010.

Abel se destaca

Abel Alves, mais orientado e menos nervoso do que no primeiro debate, também andou mordendo o tornozelo de Melo e de Braga. Chegou inclusive, a citar as obras fantasmas do Alto Solimões, mas não foi a fundo no assunto. Só quem acompanhou o noticiário em 2008 captou a mensagem. Mas Braga ficou “de orelha em pé”. No final, o presidente do Psol, Elson Melo, justificou o comportamento de Abel nos dois debates. “No primeiro ele era debutante!”

Melo não melhora

Se houve um perdedor no debate da TV em Tempo foi José Melo. Nervoso nas resposta, gaguejou muito e tentou responder tecnicamente mesmo quando era atacado. A tática de não revidar chegou a irritar o telespectador e serviu mais para demonstrar falta de preparo do que para discutir proposta com a sociedade. Só nos momentos em que Braga apresentou números sobre saúde e segurança Melo reagiu e chegou a dizer que o adversário mentia.

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Assuntos debate, Eduardo Braga, Em Tempo, José Melo, Marcelo Ramos
Valmir Lima 10 de setembro de 2014
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1 Comment
  • Antônio Davi Roland de Brito disse:
    23 de janeiro de 2017 às 12:06

    O debate mais quente de 2014 foi esse.

    Responder

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