Por Mônica Bergamo, da Folhapress
SÃO PAULO – Em carta enviada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) nesta terça-feira, 3, o papa Francisco elogiou a instituição por seu trabalho, saudou profissionais da saúde que trabalham na linha de frente contra a Covid-19 e disse que a pandemia “não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento”.
“Neste momento em que o Brasil, juntamente com o resto do mundo, enfrenta a pandemia da Covid-19, se faz ainda mais significativa a missão desta instituição e de cada profissional da saúde”, afirma.
“Penso que o esforço da Fiocruz, bem como de tantos outros centros de pesquisa no Brasil e de cada mulher e homem, investigador, médico ou enfermeiro, além de ser uma manifestação de zelo profissional, pode -e deve- ser vivido como uma expressão concreta de amor para o próximo”, segue.
A carta foi enviada em resposta a um pedido da instituição para que o pontífice compartilhasse uma mensagem no seminário “Fratelli Tutti: a mensagem social global do papa Francisco”, realizado nesta terça, do qual participaram o teólogo Leonardo Boff, o presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, a pesquisadora emérita da Fiocruz Maria Cecilia Minayo e o professor emérito da instituição Paulo Marchiori Buss.
No documento, o papa Francisco citou sua encíclica, “Fratelli Tutti” (“Todos Irmãos”, em italiano), que versa sobre fraternidade e amizade, para reforçar seu pedido pela construção de uma “sociedade marcada pela inclusão”.
“(Esta pandemia) evidenciou ainda mais os efeitos nocivos de um outro tipo de vírus que há muito tempo assola a humanidade: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social”, diz.
A Fiocruz é a instituição que produzirá a vacina da Universidade de Oxford no Brasil, se ela for aprovada. Na segunda, 2, a presidente da fundação, Nísia Trindade Lima, afirmou que as primeiras doses do imunizante contra a Covid-19 devem ser aplicadas no país até março de 2021.
