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Economia

Economias desenvolvidas crescem no ritmo mais fraco em três anos

19 de fevereiro de 2016 Economia
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O Ibre/FGV trabalha desde o início de 2013 no projeto Monitor do PIB, indicador que procura antecipar, mês a mês, os movimentos do PIB, seguindo a mesma metodologia e buscando as mesmas fontes de informação empregadas pelo IBGE (Foto: Divulgação)
Dados da OCDE mostraram que o PIB combinado de seus 34 países-membros – a maioria dos quais é desenvolvida – cresceu 0,2% entre outubro e dezembro ante os três meses anteriores (Foto: Divulgação)

NOVA IORQUE – O crescimento econômico dos países desenvolvidos teve forte desvalorização no fim de 2015, registrando o pior desempenho em três anos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O fraco resultado do quarto trimestre foi liderado pelos EUA e Japão, enquanto a Europa foi menos afetada. A expansão mais contida sinaliza a modesta perspectiva da economia global, num momento em que vários grandes países emergentes também desaceleram ou enfrentam recessões.

Dados da OCDE mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) combinado de seus 34 países-membros – a maioria dos quais é desenvolvida – cresceu 0,2% entre outubro e dezembro ante os três meses anteriores. No terceiro trimestre, o PIB deste grupo havia avançado em ritmo consideravelmente mais forte, de 0,5%.

O PIB no quarto trimestre marcou o pior desempenho da OCDE desde o fim de 2012, quando o crescimento geral foi comprometido por uma contração na zona do euro.

No trimestre final de 2015, o Japão teve o pior resultado entre grandes economias emergentes, com queda de 0,4% na produção econômica. Os EUA também tiveram forte enfraquecimento do PIB, que subiu apenas 0,2% no último trimestre, após avançar 0,5% nos três meses anteriores. Na zona do euro, houve estagnação, e no Reino Unido, ligeira expansão.

A piora da perspectiva de crescimento já levou os bancos centrais de alguns países desenvolvidos a ampliar os estímulos monetários, caso dos BCs do Japão e Suécia. A expectativa é que o Banco Central Europeu (BCE) faça o mesmo na reunião de março. Já o Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) devem adiar planos de aperto monetário.

Em relatório publicado ontem, no entanto, a OCDE afirmou que a iniciativa de autoridades monetárias não será suficiente para impulsionar o crescimento global e propôs um aumento “urgente” e “coletivo” nos gastos dos governos.

Também no documento, a OCDE reduziu sua previsão de crescimento da economia mundial em 2016, de 3,3% para 3,0%. Fonte: Dow Jones Newswires.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Economia mundial, recessão
Valmir Lima 19 de fevereiro de 2016
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