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Economia

Dólar cai mais de 1% ante real em dia de ata do Copom

27 de setembro de 2022 Economia
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Nos Estados Unidos, a Dow Jones despencou 2,73% (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
O dólar caía acentuadamente frente ao real nesta terça-feira (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Da Folhapress

SÃO PAULO – O dólar caía acentuadamente frente ao real nesta terça-feira (27), acompanhando pausa em um rali generalizado do dólar no exterior, enquanto, na cena local, investidores digeriam a leitura mais baixa do que o esperado do IPCA-15 de setembro e a ata da reunião de política monetária do Banco Central da semana passada.

Às 9h06 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,15%, a R$ 5,3177 na venda.

Na B3, às 9h06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,40%, a R$ 5,3235.

O dólar disparou ante o real nesta segunda-feira (26) e fechou em alta de 2,43%, cotado a R$ 5,3760 na venda. Essa foi a maior elevação da moeda americana em dois meses.

Na máxima desta sessão, subiu mais de 3%, aos R$ 5,4170. Com isso, o real teve o pior desempenho entre as principais moedas globais.

A taxa de câmbio voltou a refletir o ambiente mundial desfavorável ao crescimento das empresas e, consequentemente, de maior risco de desvalorização para as ações negociadas nas Bolsas de Valores.

É um momento em que o mercado prefere tirar dólares de investimentos mais arriscados para buscar proteção nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos que, além de seguros, estão ainda mais atraentes diante da perspectiva de continuidade do aumento dos juros no país. O movimento torna a moeda americana mais escassa e cara em outras partes do mundo.

Na semana passada, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou a terceira elevação seguida de 0,75 ponto percentual no custo do crédito, sem dar sinais de que a batalha contra a inflação está perto do fim.

Investidores ficaram ainda mais pessimistas após o Reino Unido anunciar no final da semana passada um plano que pode acelerar ainda mais a inflação na região, ameaçando o esforço global para controlar a alta mundial de preços.

Na madrugada desta segunda, a libra esterlina caiu ao menor nível da história frente ao dólar, em reação ao maior pacote de corte de impostos em 50 anos, anunciado pelo novo ministro das Finanças do Reino Unido, Kwasi Kwarteng. Ao final do dia, a divisa britânica fechou valendo US$ 1,0681, renovando o seu menor valor desde 1985.

Kwarteng está tomando emprestado bilhões de libras para financiar o plano, podendo aquecer a economia no momento em que o Banco da Inglaterra aumenta as taxas de juros para controlar a inflação.

Trata-se de um momento especialmente ruim para anunciar um pacote de aumento de gastos, já que o mundo todo tenta contar o processo de inflação global.

Nesta segunda, o pacote de gastos do governo britânico foi criticado pela autoridade monetária americana. Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, disse que “a reação [do mercado] ao plano proposto [pelo Reino Unido] é uma preocupação real”.

“A questão-chave será o que isso significa para a enfraquecida economia europeia, o que é uma consideração importante para o desempenho da economia dos EUA”, comentou Bostic.

No mercado de ações, o índice brasileiro Ibovespa caiu 2,33%, aos 109.114 pontos, e teve um dos piores desempenhos entre as principais Bolsas de Valores.

Apesar disso, o Ibovespa acumula ganhos na casa dos 4% neste ano, enquanto a maior parte dos mercados cai em 2022.

Nos Estados Unidos, o indicador parâmetro para a Bolsa de Nova York caiu 1,03%. Com o resultado desta sessão, o S&P 500 acumula queda de 23,31% neste ano.

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Assuntos Copom, Dólar, preço do dólar
Murilo Rodrigues 27 de setembro de 2022
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