
Da Redação
MANAUS – O “Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia” propõe a ordenação diaconal de mulheres na Amazônia. O manifesto será lançado nesta quarta-feira (20) em Brasília com transmissão pelas redes sociais da Igreja Católica.
O Documento propõe também a ministerialidade (ordenação presbiteral dos diáconos permanentes, leigos testemunhas qualificadas do matrimonio, envolvimento dos presbíteros que deixaram o ministério); o fortalecimento das comunidades eclesiais de base; implementação do ministério do catequista, ministério para o cuidado da casa comum, a proteção e a integração dos migrantes no território.
“É um documento que sabe ler a realidade, mas é um documento que pensa o futuro da nossa Igreja”, afirma o arcebispo de Manaus Leonardo Steiner. Ele enfatiza que “muitas das ações propostas levarão tempo [para ser implementadas], mas é um texto positivo e de esperança”.
A manifestação, elaborada há 50 anos, é uma atualização das linhas pastorais que fundamentaram a ação missionária da igreja e reafirma o compromisso com a defesa dos direitos humanos dos povos amazônidas e os direitos da natureza.
O “Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia” foi elaborado durante o IV Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, realizado entre os dias 6 e 9 de junho de 2022, no Seminário São Pio X, em Santarém (PA).
O evento de lançamento será entre 13h15 até 14h30 (horário de Brasília), pelas redes sociais da CEA (Comissão Episcopal Especial para a Amazônia), Repam-Brasil (Rede Eclesial Pan-Amazônica), CRB Nacional (Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
