
Do ATUAL
MANAUS — A taxa de desocupação no Amazonas caiu para 7,6% no 3º trimestre de 2025, o que equivale a 154 mil pessoas sem trabalho, a menor taxa registrada desde 2014. Em Manaus, a desocupação recuou para 9%, totalizando 62 mil pessoas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Conforme o levantamento, o crescimento do emprego se refletiu na população ocupada que chegou a 1,872 milhão de pessoas, aumento de 86 mil em relação ao mesmo período de 2024. O contingente de pessoas fora do mercado de trabalho caiu para 1,194 milhão, uma redução de 65 mil pessoas em comparação ao ano anterior.
O setor público concentrou 344 mil trabalhadores, com crescimento anual de 43 mil pessoas, enquanto a maior atividade econômica continua sendo “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”, com 410 mil ocupados, seguida pelo comércio (314 mil) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (248 mil).
Entre os setores que mais contrataram, destacam-se administração pública (+17 mil), agricultura (+12 mil) e construção (+8 mil). Por outro lado, comércio, informação e comunicação e serviços domésticos registraram quedas de 11 mil, 4 mil e 3 mil pessoas, respectivamente.
Apesar da melhora no emprego, a informalidade permanece alta, com 964 mil trabalhadores (51,5%) atuando sem carteira assinada, posicionando o estado entre os três com maior informalidade do país. No setor privado, excluindo domésticos, 481 mil pessoas possuem carteira assinada, aumento de 45 mil em relação ao ano anterior.
Salários
O rendimento médio mensal real habitual das pessoas ocupadas no estado foi de R$ 2.608, crescimento de R$ 169 em relação ao mesmo período do ano anterior. Em Manaus, o rendimento médio chegou a R$ 3.082, alta de R$ 173 na comparação anual. A massa de rendimento mensal real habitual totalizou R$ 4,573 bilhões, crescimento de R$ 526 milhões em relação ao ano anterior.
A PNAD Contínua Trimestral, responsável pelos dados, abrange 211 mil domicílios em cerca de 3.500 municípios do país. No Amazonas, os números refletem aumento da força de trabalho, queda da desocupação e crescimento de renda, mesmo diante da alta informalidade.
