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Economia.

Desemprego cresce e salário é menor no Amazonas

17 de agosto de 2016 Economia.
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Em relação ao primeiro trimestre de 2014, a queda neste início de ano no Amazonas foi de
Desemprego foi maior entre abril e junho deste ano e caiu a renda média do trabalhador no Amazonas (Foto: Divulgação)

Da Redação

MANAUS – Aumentou o número de pessoas sem emprego no Amazonas e caiu a renda média mensal do trabalhador no segundo trimestre deste ano. Entre abril e junho de 2015, a taxa de desocupação foi de 9,5% e, este ano, foi de 13,2%. A média do país foi de 11,3%. O nível de ocupação no segundo trimestre deste ano foi de 63,8%, enquanto no mesmo período do ano passado foi de 61,2%.

Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas taxas são as mais altas já registradas para cada uma das regiões do país, desde o início do estudo, em janeiro de 2012.

No Amazonas, a renda média no setor privado, com carteira assinada, foi de R$ 1.734,00 de abril e junho em 2015 e de R$ 1.657,00 no mesmo período deste ano. No setor público, o salário aumentou de R$ 2.721,00 em 2015 para R$ 2.912,00, em 2016.

Entre abril e junho de 2015, o IBGE identificou 2.756 pessoas na idade de trabalhar, este ano foram 2.828. No ano passado, estavam desocupadas 160 mil em todo o Estado e, este ano, 238 mil. No setor privado, com carteira assinada, estavam empregados 379 mil trabalhadores em todo o Estado no segundo trimestre de 2015. No segundo trimestre deste ano, foram 346 mil. No setor público, 254 mil em 2015 e 246 mil, em 2016.

O setor que mais empregou foi o de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura com 299 mil, em 2015, e 321 mil, este ano.

A taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 17,  pelo IBGE). Na região Norte, a taxa de desocupação foi de 8,5% para 11,2%; no Nordeste, de 10,3% para 13,2%; no Sudeste, de 8,3% para 11,7%; no Sul, de 5,5% para 8,0%; e no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%. No primeiro trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).

11,6 milhões de desempregados

Dados divulgados anteriormente pelo IBGE indicam que a taxa geral de desemprego, de 11,3% no trimestre encerrado em junho, é também a maior da série histórica e indicava uma população desocupada de 11,6 milhões de pessoas, um crescimento de 4,5% em relação aos primeiros três meses do ano. Quando a comparação se dá com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o aumento da população desocupada chegou a 38,7%.

A pesquisa indica, ainda, que o nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para a totalidade do Brasil no segundo trimestre deste ano.

As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média do país. Já nas demais regiões, o nível de ocupação variou dos 59,1% verificados na região Sul, passando pelos 59,2% do Centro-Oeste e até os 56,1% do Sudeste.

Por estado, Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

Carteira assinada

Os dados divulgados hoje pelo IBGE, relativos à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, referentes ao segundo trimestre do ano, apontam a região Sul do país como a que registra o maior percentual de empregados com carteira de trabalho assinada (85,4%), seguida do Sudeste (82,7%) e Centro-Oeste (com 77,5%), todos com percentual de trabalhadores formais superiores à média nacional do país, que fechou o segundo trimestre em 77,3%.

No Nordeste, este percentual de trabalhadores com carteira assinada encerrou o segundo trimestre do ano em 62,25%, enquanto no Norte o índice estava em 61,5%, todos abaixo da média nacional.

Por estado, Santa Catarina (89,7%), Distrito Federal (86,2%) e Rio de Janeiro (85,7%) apresentaram os maiores percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho, enquanto Maranhão (51,8%), Piauí (52,3%) e Pará (57,4%) exibiram os menores.

Salário

Os dados da pesquisa indicam que três das principais regiões metropolitanas do país apresentavam um rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros acima da média nacional, de R$1.972. Na região Sudeste, o rendimento médio real era no fechamento do segundo trimestre de R$ 2.279, no Centro-Oeste (R$ 2.230) e no Sul (R$ 2.133). Já na região Norte, ele ficou em R$ 1.538 e Nordeste (R$ 1.334), em ambos os casos abaixo da média nacional.

Por estado, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores valores foram anotados no Maranhão (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Ceará (R$ 1.296).

(Com a ABr/Agência Brasil)

PNAD-AMAZONAS-IBGE

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Assuntos IBGE, Pnad
administrador 17 de agosto de 2016
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