
MANAUS – A desembargadora Joana Meirelles, do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) decidiu, no julgamento de um habeas corpus neste domingo, 6, conceder prisão domiciliar a Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira-dama do município de Manaus, Elisabeth Valeiko Ribeiro.
Alejandro tinha prisão preventiva decretada no inquérito que investiga a morte do engenheiro civil Flávio Rodrigues dos Santos, 42, ocorrida na segunda-feira, 30, e era considerado foragido. A Polícia Civil do Amazonas, em nota na tarde de sábado, pedia ajuda da população para localizá-lo.
A defesa de Alejandro Molina, emitiu na tarde deste domingo, uma nota à imprensa onde confirmam que receberam a notificação da decisão da desembargadora Joana Meirelles, em relação ao habeas corpus impetrado pelos advogados Marco Aurélio Choy e Yuri Dantas.
Os advogados apresentaram um laudo médico psiquiátrico que atesta que Alejandro sofre de transtornos mentais e comportamentais, necessitando de tratamento médico especifico. Considerando esse fato, a desembargadora decidiu por colocá-lo em prisão domiciliar.
A decisão determina prazo de 24 horas para apresentação de Alejandro.
A nota dos advogados chama a atenção por trazer em seu conteúdo que apenas às 13h deste domingo, a defesa recebeu a decisão da desembargadora, e enfatiza sua determinação para que a decisão tramite em segredo de justiça, em função da investigação ainda estar em curso.
Os advogados Yuri e Choy afirmam na nota que Alejandro já prestou esclarecimentos logo após o ocorrido, fez exame de corpo de delito e colaborou com as investigações.
A nota encerra dizendo que a defesa espera que tudo seja esclarecido com brevidade e com a imparcialidade profissional que qualquer investigação necessita.
Confira a íntegra da nota:
“Recebemos, às 13h deste domingo, a decisão Nº 214/2018, da Desembargadora Plantonista do TJAM, referente a processo que tramita em segredo de Justiça. O documento acata o pedido de prisão domiciliar requerido para Alejandro Molina Valeiko. O pedido foi fundamentado na necessidade de tratamento médico do paciente, que, de acordo com laudos médicos, sofre de transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de entorpecentes; transtorno esquisofrênico e de personalidade dissocial. Alejandro cumprirá a decisão judicial no prazo determinado pela desembargadora.
A defesa reitera que ele já esteve na delegacia logo após o ocorrido para prestar esclarecimentos. Fez exame de corpo de delito e colaborou com as investigações. A defesa espera que tudo seja esclarecido com brevidade e com a imparcialidade profissional que qualquer investigação necessita.
Manaus, 6 de outubro de 2019.”
